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16/06/2008
Jornada Nacional de Luta
mobilizou milhares de trabalhadoras/es do Campo e da Cidade em
todo país
A
Jornada Nacional de Luta dos/as Trabalhadores/as do Campo e da
Cidade, realizada na semana de 10 a 13 de maio de 2008, é uma
continuidade da luta da Via Campesina, que neste processo se
soma a movimentos sociais e organizações urbanas.
Nessa
Jornada, construída a partir da negação ao atual modelo
político, econômico, social e cultural vigente, onde a vida se
constitui em apenas mais uma fonte de lucro, diversas
atividades foram desenvolvidas sob os pilares da construção de
uma sociedade mais justa, solidária e igualitária, com
soberania dos povos e equidade nas relações de gênero.
A Via
Campesina e trabalhadores urbanos da Assembléia Popular
realizaram protestos para denunciar os problemas causados pela
atuação das grandes empresas no país, especialmente as
estrangeiras, que são beneficiadas pelo modelo do agronegócio
e pela política econômica neoliberal.
O modelo
econômico baseado no capital financeiro e no oligopólio de
empresas transnacionais, principalmente do setor do
agronegócio e da energia, sacrifica a renda da população com o
aumento do preço dos alimentos e da conta de luz.
Para
isso, se apropria da terra, das águas, dos minerais e da
biodiversidade, privatizando o que é de todos.
Aumenta a exploração dos
trabalhadores, precariza e retira os direitos trabalhistas,
aumenta o desemprego, a pobreza e a violência.
Dessa
forma, promove a concentração da riqueza nas mãos dos mais
ricos, especialmente dos banqueiros e das transnacionais,
enquanto aumenta a desigualdade e a pobreza da população.
Combater essa lógica opressora e destrutiva é necessário e
urgente.
Por
isso, nessa Jornada, a Via Campesina e os Movimentos Urbanos
denunciam os interesses das empresas transnacionais em aliança
com os latifundiários; o monocultivo em grandes extensões de
terras, que destroem a biodiversidade, produzem poluição
ambiental, geram desemprego e promovem a desagregação social
das comunidades camponesas, indígenas e quilombolas; a
produção de etanol para exportação, promovendo a ampliação do
plantio do monocultivo da cana-de-açúcar; o uso das sementes
transgênicas, que destroem a biodiversidade e eliminam as
nossas sementes nativas; o desmatamento dos nossos biomas, de
modo especial da floresta amazônica e do cerrado, e a
destruição dos babaçuais, através da expansão da pecuária,
soja, eucalipto e cana, juntamente como a exportação de
madeiras e minérios.
A partir
desta compreensão, mulheres, homens e crianças foram às ruas
para denunciar, mas também dizer que querem e propõe um outro
modelo de desenvolvimento para o povo, com um projeto de
agricultura camponesa baseada na produção de alimentos
saudáveis e na soberania popular.
Abaixo,
descrevemos as atividades que aconteceram nos estados do
Brasil durante esta semana de luta do povo brasileiro. Em
alguns deles, com forte repressão policial. Como exemplo, o
estado do Rio Grande do Sul e de São Paulo.
No Rio Grande do Sul, foram realizadas atividades em
diversos locais. Em Vacaria, Lagoa Vermelha, Passo Fundo,
Aratiba, Porto Alegre, Rosário do Sul, Erval do Sul, Piratini
e Santa Cruz. Duas destas atividades foram fortemente
reprimidas pela Brigada Militar.
No dia
10 de junho, mais de 800 trabalhadores e trabalhadoras do
campo e da cidade ocuparam a transnacional de alimentos Bunge,
na cidade de Passo Fundo (região norte gaúcha). Os camponeses
e trabalhadores denunciaram o monopólio que as empresas de
alimentos, como a Bunge, implementam no mercado, definindo os
preços pagos pelo trabalhador/a nos supermercados, que estão
cada vez mais caros. Durante a ação de denúncia, houve
confronto entre manifestantes e Brigada Militar, onde oito
pessoas ficaram feridas e duas destas tiveram que ser levadas
para o hospital. Após o ato, os/as manifestantes foram
submetidos/as à identificação e revista. No dia seguinte, a
Via Campesina fez a entrega de mais de 8 mil quilos de
alimentos em um bairro de Passo Fundo.
Na
divisa dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina,
cerca de 300 trabalhadores rurais ocuparam, nos dias 10 e 11
de junho, as instalações da Usina Hidrelétrica de Itá, que
pertence à transnacional franco-belga Suez-Tractebel.
Também
no dia 11 de junho, em Porto Alegre, o que era para ser apenas
um ato pacífico de denúncia acabou em violência, feridos e
prisões. Cerca de 1.200 agricultores e agricultoras realizavam
uma marcha em direção ao Palácio Piratini, sede do governo
gaúcho, quando houve confronto com a Brigada Militar. No
confronto muitas pessoas ficaram feridas e 12 foram presas,
sendo liberadas ainda naquela madrugada. O agricultor Leonildo
Zang, ferido na cabeça com cacetete após tentativa de auxiliar
outro agricultor caído no chão, denuncia a covardia dos
policiais: "Nós estávamos tirando ele [um agricultor
ferido] e aí bateram em mim. Cinco brigadianos. Me derrubaram
e aí não tive como socorrer. O Flávio agora está preso. Estava
negociando numa boa, não estava agredindo ninguém, aí chegaram
e bateram. Não tem como a gente se satisfazer com um governo
dessa natureza, que reprime os trabalhadores que estão aí para
reivindicar seus direitos”.
Em
Rosário do Sul, cerca de 200 agricultores assentados e
acampados marcharam no dia 12 de junho, rumo à Fazenda Tarumã,
Fronteira Oeste gaúcha, para denunciar práticas ilegais da
transnacional de celulose Stora Enso, que adquiriu milhares de
hectares na área da Faixa de Fronteira, descumprindo a
legislação. A mesma área da Stora Enso, em Rosário do Sul já
foi ocupada pelas mulheres da Via Campesina em protesto no dia
8 de março de 2008.
Em
Vacaria, três mil autodeclarações de moradores dos bairros de
Vacaria e Lagoa Vermelha estão sendo entregues à distribuidora
de energia elétrica RGE (Rio Grande Energia). A entrega dos
documentos foi feita por cerca de 300 integrantes do MAB,
pastorais sociais e associações de bairro.
O
comandante das operações no estado do Rio Grande do Sul,
durante as ações, Coronel Mendes, afirmou em jornal gaúcho:
"Sempre que necessário vamos usar a força" e a governadora do
Estado, Yeda Crucius, elogiou a atuação da BM, dizendo que “a
depredação não é aceita dentro dos limites da lei”.
No Ceará, dia 10 de junho, cerca de mil trabalhadores e
trabalhadoras rurais ocuparam o Complexo Industrial e
Portuário do Pecém, situado em São Gonçalo do Amarante (região
metropolitana). Foram fechadas as áreas de carga e descarga do
terminal em protesto contra o projeto de instalação de cinco
termoelétricas, uma refinaria e uma siderúrgica no complexo,
que vão causar danos ambientais e sociais. Depois de desocupar
o local, os/as militantes acuparam o prédio da Secretaria
Estadual do Desenvolvimento Agrário do Ceará, em fortaleza,
permanecendo até o final da tarde.
Os trabalhadores protestam contra a alta dos preços dos
alimentos, transposição do Rio São Francisco e instalação de
uma refinaria da Petrobrás, que será construída em cima da
bacia hidrográfica e o consumo de água será equivalente a uma
cidade de 30 mil habitantes.
Em
Minas Gerais,
cerca de 1.500 trabalhadores e trabalhadoras da Via Campesina
e Assembléia Popular ocuparam, no dia 12 de junho, a ferrovia
da Vale no município de Governador Valadares, ao lado da BR
381, para exigir que a mineradora abra negociação com as 500
famílias da comunidade Pedra Corrida, que será desalojada pela
barragem de Baguari, construída pela empresa na divisa dos
municípios de Valadares e Periquito. Além disso, no dia 10 de
junho, 500 trabalhadores e trabalhadoras ocuparam a Assembléia
Legislativa de Minas Gerais, durante o Seminário Minas de
Minas. A ocupação denuncia os crimes ambientais e sociais que
as empresas mineradoras vêm trazendo ao estado, dentre elas
principalmente a Companhia Vale.
No
Paraná,
na manhã do dia 12, cerca de 700 camponeses e camponesas da
Via Campesina, do Comitê em Defesa dos Pequenos Agricultores e
entidades da agricultura familiar protestaram em frente a
fábrica de fertilizantes Ultrafértil/Fosfértil, da
transnacional Bunge, em Araucária, Região Metropolitana de
Curitiba. Os/as trabalhadores/as rurais cobram do governo
federal a reestatização da empresa Ultrafértil/Fosfértil,
privatizada há 15 anos, a quebra do controle das
transnacionais sobre os alimentos e fertilizantes e uma
política eficaz de financiamentos para os camponeses e a
agricultura familiar.
Também,
na mesma semana cerca de 300 agricultores/as ligados/as a Via
Campesina acamparam na hidrelétrica de Salto Santiago, em
protesto contra a transnacional franco-belga Suez-Tractebel,
dona da barragem. É a segunda vez no ano que a UHE de Salto
Santiago é ocupada por trabalhadores/as rurais.
Em
Goiás,
agricultores/as da Via Campesina, trabalhadores/as de bairros
organizados em sindicatos e na Assembléia Popular fizeram
protestos em três pontos no estado. As mobilizações
aconteceram em Uruaçu, onde 800 manifestantes trancaram a
BR-153, estrada que dá acesso ao estado de Tocantins; em
Catalão, 600 pessoas trancam a BR 050, que faz a ligação com
Goiânia; e em Goiânia, 150 manifestantes protestam em frente à
CELG (Companhia Energética de Goiás) contra o alto preço da
luz, onde entregaram autodeclarações que garantem o
cumprimento de determinação da Aneel (Agência Nacional de
Energia Elétrica) sobre a Tarifa Social. A autodeclaração
garante que quem consome até 220 kwh/mês de energia elétrica
pode receber os descontos referentes a Tarifa Social Baixa
Renda na conta de luz, sem precisar estar cadastrado em
qualquer programa social do governo.
Em
Pernambuco,
na manhã do dia 10, cerca de 500 trabalhadores/as rurais da
Via Campesina e índios Xukuru trancaram a BR-232, na altura do
município de Pesqueira, Agreste Meridional de Pernambuco, e
outros 400 trabalhadores rurais bloquearam a BR-110, que liga
os municípios de Inajá e Ibimirim, contra o avanço da
monocultura da cana, projetos de irrigação para o agronegócio
e em defesa da agricultura camponesa. Os manifestantes também
protestam contra a transposição do Rio São Francisco.
Cerca de
200 trabalhadores/as rurais da Via Campesina ocuparam a
Estação Experimental de Cana-de-Açúcar (EECAC),
no município de Carpina, Zona da Mata Norte de Pernambuco, em
protesto contra o avanço da monocultura de cana-de-açúcar na
região, que contribui para a elevação da crise dos alimentos
no país. Durante a ocupação, os agricultores destruíram mudas
de variedades de cana, inclusive espécies transgênicas, e
cortaram cerca de dois dos 100 hectares de cana-de-açúcar
plantadas na Estação. A Estação Experimental é uma Parceria
Público-Privada entre o Sindaçúcar (Sindicato da Indústria do
Açúcar e do Álcool), que reúne as 20 maiores usinas estaduais
e a Universidade Federal Rural de Pernambuco. Com 250
hectares, a área poderia assentar cerca de 50 famílias Sem
Terra e produzir alimentos para abastecer as feiras da região.
Em
Brasília,
uma comissão de representantes dos movimentos da Via Campesina
participou de reunião com o chefe do Gabinete Pessoal do
Presidente da República, Gilberto Carvalho. A Via Campesina
apresentou o documento "Programas Estruturantes de Curto
Prazo", com propostas para a agricultura brasileira superar a
crise do preço dos alimentos. Carvalho garantiu que vai
encaminhar a plataforma para o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva e para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme
Cassel.
No
Rio de Janeiro,
cerca de 500 trabalhadores/as rurais da Via Campesina e de
diversas organizações populares da Assembléia Popular
realizaram um ato na frente da sede nacional da Vale, no
centro do Rio de Janeiro, para denunciar os impactos sociais
negativos causados pela atuação da mineradora nos estados de
Minas Gerais, Pará, Maranhão e Rio de Janeiro.
Em
Rondônia, 300 trabalhadores/as e integrantes da Via
Campesina trancaram, no dia 10, a BR 364, em Candeias do
Jamari, a 20 Km de Porto Velho, no trecho que liga Porto Velho
a Cuiabá. A rodovia é o principal caminho para o escoamento da
soja produzida no Mato Grosso. A mobilização visou denunciar o
desmatamento da Amazônia, a ocupação ilegal de enormes
extensões de terra para plantação de soja e protesta contra a
construção das usinas do Complexo Madeira. Em Ouro Preto, 200
pessoas fizeram uma mobilização por redução no preço da
energia.
Em
Tocantins, atingidos pela usina hidrelétrica de Estreito
trancam a estrada de ferro da Vale do Rio Doce, no município
de Darcinópolis, em Tocantins. Cerca de 400 pessoas
paralisaram o tráfego do trem que abastece as obras da
ferrovia que ligará o Porto de Itaqui, no Maranhão, ao
município de Senador Canedo, em Goiás. Depois de construída, a
ferrovia fará o transporte da soja produzida na região
amazônica e de minério de ferro da Vale. Além de denunciar o
corte ilegal da floresta amazônica e do cerrado para grandes
extensões de lavoura, os/as manifestantes reivindicaram o
cumprimento dos acordos feitos entre eles/as e a empresa Vale,
construtora da ferrovia.
No
Espírito Santo, cerca de 500 trabalhadores/as da Via
Campesina realizaram um protesto contra a expansão da
monocultura da cana-de-açúcar. A mobilização aconteceu no
município de Montanha, onde será instalada uma nova usina,
pertencente à empresa estrangeira Infinity Bio-Energy,
companhia criada em 2006 e sediada na Ilha das Bermudas, e que
já comprou todas as usinas de cana do norte do ES.
Em
São Paulo, 450 trabalhadores/as da Via Campesina ocuparam
uma fazenda no município de Mirante do Paranapanema, da
Organização Odebrecht, que está construindo a usina Conquista
do Pontal para a produção de etanol. A Odebrecht, entre outras
empresas, estão se utilizando irregularmente de terras
públicas para a instalação de usinas e plantio de
cana-de-açúcar. O projeto de expansão da Odebrecht prevê a
utilização de 160 mil hectares de terras para a produção de
matéria-prima (cana-de-açúcar). Essas terras estão dentro do
11° perímetro do Pontal do Paranapanema, uma região de terras
públicas.
Também,
na cidade de São Paulo, cerca de 600 trabalhadores/as rurais
da Via Campesina e integrantes da Assembléia Popular ocuparam
prédio da Votorantim e CPFL para denunciar os impactos
ambientais da construção da barragem de Tijuco Alto, no Rio
Ribeira de Iguape, que corta os estados de São Paulo e Paraná.
O protesto também denuncia os altos preços da energia
elétrica.
Nesta
ação, a Polícia Militar invadiu o prédio com soldados e
reprimiu com violência a manifestação pacífica, com bombas de
gás de pimenta e tiros. Foram presos cinco manifestantes da
Via Campesina e Assembléia Popular.
Na
Paraíba, mais de 200 trabalhadores/as rurais da Via
Campesina ocuparam o latifúndio Nossa Senhora de Lourdes,
localizado a 5 km da cidade de Mari, que possui 1.100 hectares
com a monocultura da cana. A propriedade de Carlos Ribeiro
Coutinho foi arrendada para a Usina Jacungu. No domingo, dia
8, 150 famílias ocuparam um latifúndio nas Várzeas de Sousa e
ainda permanecem acampadas no local para denunciar a opção do
governo de expandir o agronegócio na região, beneficiando o
Grupo Santana Sementes.
Na
Bahia, agricultores/as da Via Campesina ocuparam a
barragem da usina de Sobradinho para denunciar que os grandes
projetos de irrigação beneficiam apenas os latifundiários do
agronegócio, especialmente o projeto de transposição do Rio
São Francisco, o Pontal Sul, em Petrolina, e o Projeto
Salitre, na cidade vizinha de Juazeiro, na Bahia. Depois de
investimento público em infra-estrutura de irrigação (no caso
do Pontal Sul já foram investidos cerca de 250 milhões de
reais), essa estrutura é privatizada nos acordos de Parceria
Publica Privada (PPP).
Em
Alagoas, 1.000 pessoas de diversas organizações populares,
Via Campesina, grupos, pastorais, povos e comunidades
tradicionais (Indígenas, Quilombolas e Pescadores Artesanais)
fizeram protesto no dia de 10, na hidrelétrica de Xingo no
município de Piranhas, contra a transposição do Rio São
Francisco, construção das novas barragens e a baixa vazão do
rio, que causa fortes impactos na Foz do Rio São Francisco. Os
manifestantes denunciam que a transposição e as novas
barragens beneficiam apenas os latifundiários do agronegócio.
Em
Santa Catarina, foram realizadas mobilizações em duas
regiões do Estado. Cerca de 700 trabalhadores estiveram em
frente à Klabin, empresa de papel e celulose, que detém 160
mil hectares de pinho e eucalipto no estado. Além disso, os/as
manifestantes distribuíram 500 mudas de árvores nativas e 15
toneladas em cestas de alimentos para a população da cidade de
Otacílio Costa, que incluiu morangas produzidas em um
assentamento da Reforma Agrária no município de Ponte Alta.
Os/as manifestantes também plantaram centenas de mudas de
árvores nativas, em protesto contra o "deserto verde",
provocado pelo plantio em grande escala de pinus e eucalipto.
No
município de Maravilha, 1.200 trabalhadores/as da Via
Campesina estiveram concentrados no trevo da BR 282 e
trancaram a rodovia, que dá acesso à cidade, onde fizeram
protestos contra a Aurora, que representa o modelo de produção
do agronegócio.
No
Mato Grosso,
cerca de 300 lavradores/as da Via Campesina realizaram um ato
público no município de Diamantino, no encerramento de marcha
de 80 Km, que partiu de Nova Marilândia no dia 5 de
junho. Os/as agricultores/as fizeram debates com a população
local, em escolas e nas rádios locais. Os/as trabalhadores/as
denunciam os graves problemas sociais e ambientais que o Grupo
Camargo Corrêa causa na região. O grupo, que detém 52% das
terras da região, é responsável pela obras do Complexo Rio
Madeira.
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