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06/03/2008
Nota de
solidariedade da Marcha Mundial das Mulheres às mulheres da
Via Campesina
Às
vésperas do Dia Internacional da Mulher, um dia de luta para
mulheres de todo o mundo, as companheiras da Via Campesina
cumprem o importante papel de denunciar a toda a sociedade
gaúcha e brasileira os desmandos que o latifúndio e as
transnacionais promovem no campo, numa ação que destaca o
protagonismo das mulheres na luta por igualdade, autonomia e
soberania popular.
Ao
ocupar área ilegal de uma poderosa transnacional (Stora Enso),
a ação das mulheres da Via Campesina questiona o sistema
capitalista, que concentra terra e riquezas e aprofunda a
miséria no campo e na cidade. A ação denuncia a ordem
capitalista e machista que não reconhece e não valoriza o
trabalho das mulheres no campo, relegando-as a um lugar de
subordinação.
Repudiamos a ação da brigada militar gaúcha sob ordens do
governo do estado do Rio Grande do Sul, comandado por Yeda
Crusius, que agiu violentamente a serviço da ilegalidade
operada pela transnacional. E exigimos a libertação da
companheira Irma Ostroski, detida covardemente ao realizar
exames de corpo de delito, após ser agredida na ação violenta
da polícia.
Apoiamos as companheiras da Via Campesina: pela anulação da
compra ilegal de terras pela Stora Enso na faixa de fronteira
e sua expropriação para fins de reforma agrária; e pela
retirada do projeto, da Câmara e do Senado, que propõe a
redução da faixa de fronteira.
Dizer
não à ação das transnacionais e ao agronegócio, é uma tarefa
inadiável de todas e todos que lutam por um mundo de
igualdade.
Total
solidariedade à luta das Mulheres da Via Campesina!

Marcha Mundial das
Mulheres
05.03.2008 |