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06/03/2008
Mulheres iniciam
comemorações e mobilização em Santa Catarina
Na
semana alusiva ao Dia Internacional da Mulher, movimentos
sociais, sindicatos e entidades iniciaram, na terça-feira 04,
em Florianópolis, uma série de atividades comemorativas e
manifestações. As agendas promovidas pelo Movimento das
Mulheres Camponesas (MMC) e o Movimento das Mulheres
Trabalhadoras Urbanas (MMTU) integram a Jornada de Lutas, que
ocorre em todo o Brasil até o dia 8. A luta pela igualdade e a
garantia dos direitos da mulher, no campo e na cidade, pautam
as atividades
Na
terça-feira as camponesas fizeram uma panfletagem no Terminal
Urbano de Florianópolis, abordando um histórico sobre o 08 de
Março e as principais reivindicações da categoria. No final da
tarde, as mulheres fariam uma vigília em frente ao INSS para
pedir a aceleração do processo de regulamentação das
aposentadorias das donas de casa e a manutenção dos direitos
previdenciários para as agricultoras campo nesas.
Já na
quarta-feira, dia 5, mulheres vindas de 10 regiões do estado
se reuniram em frente ao INSS. Além da manifestação pública,
elas entregaram uma carta com a pauta de reivindicação à
superintendente do INSS, Eliane Schimitz. Logo após, as
mulheres fizeram uma caminhada até o Hemosc, protestando
contra a privatização do instituto e do Centro Oncológico.
Na
quinta-feira 6, as mulheres se reúnem para fazer um estudo
interno, com o resgate histórico do Dia 8 de Março e debater o
que une a luta entre MMC e MMTU. À tarde, uma audiência
pública promovida pela bancada do PT deverá reunir centenas de
mulheres, no Tribunal de Justiça do Estado. Todos os
secretários de Estado foram convidados para expor as ações do
governo realizadas até o momento referentes à pauta
apresentada no ano passado.
Nos
dias 7 e 8, as mulheres camponesas retornam para fazer as
discussões nas suas bases, sendo que algumas delas permanecem
em Florianópolis para apoiar as mulheres urbanas nas
panfletagens que serão realizadas nestes dias. Paralelamente
às suas atividades, as mulheres ainda participarão de outras
manifestações para prestar solidariedade às professoras e às
servidoras públicas com relação às suas pautas. "Queremos
reivindicar a própria libertação da mulher, das relações de
trabalho e de lazer. As desigualdades são muitas, e as
mulheres ainda são muito oprimidas", disse Rosani Nicodem, que
integra a coordenação do Movimento das Mulheres Camponesas.
Sob a
coordenação do Movimento das Mulheres Camponesas – MMC e das
Mulheres Trabalhadoras Urbanas – MMTU, mulheres de todo o
Estado participam de manifestações e audiências durante a
semana, em prol de políticas públicas específicas. Entre
outros itens, os movimentos reivindicam infra-estrutura para
produção de alimentos saudáveis, linhas de crédito específicas
para as mulheres, políticas
habitacionais,
escolarização e ampliação da educação infantil, melhoria das
estruturas de saúde pública e implementação da Lei Maria da
Penha.
"O
governador desrespeita não apenas a organização das mulheres,
mas desrespeita mais de 50% da população quando se recusa a
ouvir a pauta de reivindicações", critica Uczai. Na opinião do
parlamentar, é obrigação do governador receber os movimentos
sociais, mesmo que seja para dizer que não pode atender as
solicitações. A Assembléia Legislativa já votou requerimento
enviado ao governador, de autoria dos deputados Pedro Uczai e
Ana Paula Lima, no qual os petistas solicitam que as mulheres
sejam recebidas pelo governador em audiência. |
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