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06/03/2008
Em Rondônia,
mulheres marcham até distribuidora de energia
Cerca
de 300 mulheres da Via Campesina estão em marcha até as
Centrais Elétricas de Rondônia S.A (CERON), em Porto Velho,
para fazer uma entrega coletiva das autodeclarações que
garantem a Tarifa Social de energia para as famílias que
consomem até 140 kwh por mês (limite regional de Rondônia). O
ato faz parte da jornada de lutas do Dia das Mulheres.
A
manifestação também denuncia o subsídio energético dado às
empresas e multinacionais pela Eletronorte, que é a principal
acionista da CERON. A Alcoa e a Vale possuem indústrias de
alumínio e ferro no norte do país (a Alumar e a Albrás) e,
desde 1984, recebem energia subsidiada (a preço real de custo)
da Eletronorte. Com a renovação dos contratos, a Alcoa e a
Vale pagarão, respectivamente, R$45 e R$33 pelo MW, até 2024.
Enquanto isso, a tarifa média anual paga pelas famílias da
região norte é de R$ 262,78 pelo MW (sem os encargos), segundo
pesquisa do Dieese.
“Enquanto as empresas lucram, muitas famílias não têm acesso à
energia elétrica, por falta de infra-estrutura ou por não
poderem pagar. É por isso que vamos fazer a entrega das
autodeclarações, para que essas famílias tenham, pelo menos,
um desconto na conta de luz”, declarou Josivaldo Alves da
coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
Desde
maio do ano passado, uma liminar expedida pelo Tribunal
Regional Federal garantiu que todas as famílias que consomem
até 220 kwh/mês de energia elétrica, podem receber os
descontos referentes à Tarifa Social Baixa Renda na conta de
luz, sem precisar estar cadastrado em qualquer programa social
do governo. Para isso, basta entregar uma autodeclaração na
distribuidora de energia elétrica da região. Por falta de
informação e divulgação da liminar, muitas pessoas não estão
usufruindo desse benefício, que pode chegar a ajudar 18
milhões de famílias.
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Contato: (69)
9218 6755 |
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