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30/10/2007
Fórum Paralelo da
Previdência reabre suas atividades com manifestação em
Brasília
Entre
as atividades agendadas para os dias 30 e 31 de outubro, estão
audiências com a ministra Nilcéia Freire e com a bancada
feminina da Câmara, além da entrega de propostas ao Fórum
Nacional da Previdência Social
Hoje
(30/10) abriu-se mais um encontro do Fórum Itinerante Paralelo
da Previdência Social (FIPPS), que propõe a proteção
previdenciária ao trabalho feito pelas mulheres, em quaisquer
das atividades produtivas e nas atividades da reprodução e do
cuidado familiar. Em frente ao Ministério da Previdência,
cantorias e palavras de ordem marcaram as primeiras atividades
do Fórum que se estende em discussões até amanhã e conta com a
participação de 300 mulheres de vários segmentos de movimentos
sociais e populares, dentre elas a Via Campesina. (Ver
programação abaixo).
A
partir das 14h, as mulheres começam a elaborar a Carta das
Mulheres ao Fórum Oficial que acontece até o dia 01/11 também
no Ministério da Previdência. Na carta, o FIPPS deve explanar
suas principais reivindicações, discutidas ao longo do ano.
"Nós, dos movimentos de mulheres, também queremos debater e
sermos ouvidas sobre a questão da previdência. Somos contra um
sistema privado de previdência. Defendemos uma previdência
universal, que contribua para a desconcentração de riquezas no
nosso País" afirma o folder distribuído pelas mulheres.
O
FIPPS surgiu em abril como um contraponto ao Fórum Nacional da
Previdência Social (FNPS), criado para apresentar propostas
para mais uma reforma da Previdência. Além de ministérios,
fazem parte do grupo de discussão centrais sindicais e
confederações patronais. O movimento de mulheres, porém, não
foi incluído nos debates, podendo participar apenas como
observador.
O
fórum paralelo defende sim mudanças na Previdência Social, mas
para garantir direitos das mulheres e para melhorar o sistema.
"O Estado brasileiro precisa parar de dizer não aos nossos
direitos. As mulheres têm uma situação de trabalho das mais
precárias e esse é um problema de política pública e da
Previdência Social brasileira", diz o documento a ser
apresentado ao fórum oficial.
O
FIPPS é convocado pelo Movimento de Mulheres Camponesas (MMC/
Via Campesina), Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB),
Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB),
Campanha Nacional pela Aposentadoria das Donas de Casa,
Federação Nacional de Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD),
Marcha Mundial de Mulheres (MMM), Movimento Interestadual de
Quebradeiras de coco de Babaçu (MIQCB), Movimento de Mulheres
Trabalhadoras Rurais do Nordeste (MMTR-NE)
Veja
as principais propostas do FIPPS:
-
Sistema de seguridade social público, universal, solidário e
redistributivo;
-
Reconhecimento do trabalho não remunerado para fins de
aposentadoria;
-
Efetivação e ampliação do Sistema Especial de Inclusão
Previdenciária;
-
Criação de um regime de segurados/as especiais urbanos;
-
Fim do fator previdenciário;
-
Garantia do salário-mínimo como valor dos benefícios
previdenciários e assistenciais;
-
Criação de um regime de segurados/as especiais urbanos, que
garanta a inclusão dos segmentos informais, em sua maioria
composto por mulheres;
-
Taxação sobre grandes fortunas para financiamento da
Seguridade Social, fim das renúncias fiscais e isenções,
punição com confisco de bem de quem sonega imposto;
-
Uso de todas as fontes de financiamento da Seguridade Social
e o fim da utilização dos recursos para pagar juros da
dívida;
- Transparência e controle
social com instalação imediata do Conselho Nacional da
Seguridade Social, com participação de representantes dos
movimentos de mulheres.
Audiências com ministra e deputadas
Como
parte da programação em Brasília, uma comissão de
manifestantes se reunirá com a ministra Especial de Políticas
para as Mulheres, Nilcéia Freire, na segunda-feira, dia 29, às
10h. Na terça-feira, dia 30, às 16h será a vez de o movimento
debater suas propostas com a bancada feminina na Câmara dos
Deputados.
A
expectativa com esses encontros é fortalecer a parceria com as
parlamentares e a ministra pelo compromisso com os direitos
previdenciários das mulheres. Durante a reforma da Previdência
de 2003, a articulação com a bancada feminina possibilitou
pautar a discussão de gênero no Congresso, o que resultou na
criação do sistema especial de inclusão previdenciária.
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Programação |
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12h |
Almoço e
organização de equipes para panfletagem e de elaboração
da Carta das Mulheres ao Fórum Oficial |
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15h |
Palestras,
saudações e mensagens de convidados e convidadas |
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16h |
Representantes do Fórum Paralelo vão a audiências no
Congresso Nacional |
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17h |
Panfletagem e ato de encerramento do dia |
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Dia 31 de Outubro |
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8h30min |
Abertura e
mística |
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9h |
Grupos de
Trabalho: estratégias para fortalecer a luta das
mulheres |
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9h15min |
Representantes do Fórum Paralelo farão entrega de Carta
das Mulheres ao FNPS |
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11h |
Palestra
de convidado e reações da plenária com a Fila do Povo |
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12h30min |
Almoço e
reunião de coordenação do movimento |
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14h |
Plenária
final para deliberações sobre as propostas dos grupos de
trabalho |
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16h |
Ato de
encerramento do acampamento |
Contato
Assessoria de Comunicação do CFEMEA: (61) 3224 1791
Assessoria de comunicação da Via Campesina: (61) 9966 4842
Rosângela Piovizani e Luciana Piovezan (MMC): 61- 9105 3980 |
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