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Trabalhadores cobram prevenção no Dia Mundial
da Segurança e Saúde no
Trabalho
Camila Queiroz
Jornalista da ADITAL
Adital
Nesta
quinta-feira, 28 de abril, comemora-se o Dia Mundial da
Segurança e Saúde no Trabalho (SST). A data não foi
escolhida ao acaso: relembra os 78 trabalhadores mortos na
explosão de uma mina na Virgínia Ocidental, Estados Unidos,
em 1969.
Para
comemorar a data, a Organização Internacional do Trabalho
(OIT) lançou o informe Sistema de gestão da SST: uma
ferramenta para a melhora contínua sobre um sistema de
prevenção a acidentes e a gestão da segurança e saúde no
trabalho, com o objetivo de melhorá-la nas organizações.
Antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos
perigos no local de trabalho são pontos fundamentais da
gestão de riscos.
Por ano,
cerca de 337 milhões de pessoas são vítimas de acidentes de
trabalho e mais de 2,3 milhões morrem em consequência dos
acidentes ou de doenças laborais. De acordo com o diretor
geral da OIT, Juan Somavia, em uma mensagem por ocasião da
data.
De acordo
com a Confederação Sindical Internacional (CSI), a situação
da segurança e saúde no trabalho na América Latina não é
boa. 17 milhões de crianças trabalham e 20 mil falecem, por
ano, em decorrência disso. 30 milhões de acidentes são
provocados e há 40 mil mortes oficiais (ou seja, pode haver
um número maior). 1,2 milhão de pessoas sofrem com trabalho
forçado e violência no ambiente laboral. Os setores mais
perigosos são a construção, a agricultura e a mineração, que
concentram 60% dos acidentes.
Na
Argentina, o governo estabeleceu 2011 como o ‘Ano do
Trabalho Decente e da Saúde e Segurança dos Trabalhadores’.
Em comemoração ao Dia Mundial, o governo promoverá, em
Buenos Aires, a VIII Semana para a Segurança e Saúde no
Trabalho, com conferências, oficinas e campanhas de
conscientização.
Já a
Confederação Geral de Trabalhadores do Peru (CGTP) vai ao
Congresso exigir leis que protejam a vida dos trabalhadores.
Haverá uma marcha, com a participação de centenas de
trabalhadores/as e familiares de vítimas de acidentes de
trabalho.
"Nosso
país é o único da região que não têm um registro de mortes e
acidentes laborais. Tampouco conta com uma legislação que
previna e sancione a quem, para aumentar seus lucros,
submeta seu pessoal a condições indignas de trabalho,
aproveitando a abusiva flexibilidade laboral e a necessidade
de emprego”, declararam os sindicalistas peruanos.
No
Paraguai, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de
Petróleos Paraguaios (Sintrapp) promoverá uma reflexão sobre
o tema. Os sindicalistas destacam que o país registra cinco
acidentes por dia, principalmente no setor da construção,
onde os trabalhadores não têm proteção.
Com a
palavra de ordem "Por um trabalho seguro e saudável, a
segurança e a saúde dos trabalhadores não se negocia”, os
petroleiros querem que seja criada uma política para
prevenção dos acidentes e doenças laborais; que haja mais
profissionais na área de saúde laboral (apenas 30 médicos
trabalham em empresas, em todo o país) e que toda empresa
constitua uma Comissão Interna de Prevenção de Acidente (Cipa).
No Chile,
o governo ratificou o Convênio 187 da OIT. Com isso, o país
se comprometeu a promover, continuamente, a segurança e a
saúde no trabalho, por meio de políticas, sistemas e
programas de prevenção. O governo chileno declarou que
pretende implementar uma Política Nacional de Segurança e
Saúde no trabalho até 2012.
No estado
brasileiro do Ceará, a mobilização de entidades de defesa do
ambiente de trabalho acontecerá na Secretaria Regional do
Trabalho e Emprego (SRTE), a partir das nove horas. O número
de vítimas no estado aumentou 98% em quatro anos. O Brasil
contabilizou, entre 1998 e 2009, 35.736 vítimas fatais.
Somente em 2009, foram 723.452 acidentes, dos quais 10.153
ocorreram no Ceará.
O informe
Sistema de gestão da SST: uma ferramenta para a melhora
contínua está disponível no link:
http://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---ed_protect/---protrav/---safework/documents/publication/wcms_154127.pdf.
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