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28/09/2007
Movimentos sociais querem prioridade nas terras para a agricultura familiar

Da Redação

Foram três as de reunião com lideranças na Casa Paulo VI, no Calungá (Foto: Jader Souza)Movimentos sociais que discutiram durante três dias, na Casa Paulo VI, o processo de regulamentação e a transferência das terras da União para o Estado, querem que sejam criados critérios para o repasse. A principal preocupação é que as terras não sejam destinadas apenas aos grandes fazendeiros e a agricultura familiar fique esquecida.

Uma carta contendo o posicionamento dos movimentos sobre o assunto será encaminhada à Superintendência Regional e à Presidência Nacional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e ao Governo do Estado.

O documento vai conter ainda reivindicações dos assentados quanto à infra-estrutura dos projetos de assentamentos, como estradas, rede elétrica, habitação, tanto nos projetos existentes como nos que serão criados. A informação foi dada pelo coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), Ezequias David da Silva.

Segundo ele, hoje os assentamentos são criados e os assentados deixados sem nenhuma assistência. “O Incra cria e deixa as famílias jogadas, sem assistência alguma. Elas não se produzem, não geram emprego e o Estado não desenvolve, não cresce. Queremos condições para o homem viver no campo com dignidade”, afirmou.

David comentou que a principal preocupação quanto aos assentamentos, diz respeito à omissão do Governo Federal em relação a quem vive nessas áreas. “Durante o seminário começou a se questionar que o governo se mostra inoperante nestas áreas, não tem prestado assistência técnica, construído estradas, habitações”.

Durante as discussões foi colocada de forma enfática pelos participantes, a necessidade de se reestruturar o Incra. Conforme David, o representante da presidência se comprometeu em levar os apontamentos gerados e fazer contato dos avanços.

O seminário contou com a participação de integrantes de vários movimentos da Capital e interior. O evento foi uma iniciativa do MST local, Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Central dos Assentados de Roraima (CAR), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Fórum Popular de Roraima em Defesa das Cidades e Movimento Nós Existimos. (RL)

 
 

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