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28/05/2008
As espécies
diminuíram 27% em apenas 35 anos
Um
estudo divulgado pelo WWF (Fundo Mundial para Natureza) e a
Sociedade de Zoologia de Londres mostraram que o número de
espécies terrestres, marinhas e de água doce registrou uma
queda total de 27% entre 1970 e 2005.
Segundo estes dados, compilados no Living Planet Index (Índice
Planeta Vivo), que acompanha cerca de 4 mil populações, as
espécies marinhas como o peixe-espada, estão entre as mais
atingidas, com queda de 28% apenas entre 1995 e 2005. Aves
marinhas também sofreram uma queda grande, de cerca de 30%
desde a metade da década 90.
Outras espécies como o antílope africano e o tubarão-martelo
também foram muito afetadas. Outra espécie, o baiji, ou o
golfinho do rio Yangtze, pode ter desaparecido completamente.
O
índice, que acompanha cerca de 241 espécies de peixes, 83
anfíbios, 40 répteis, 811 aves e 302 mamíferos, revela que
espécies terrestres sofreram queda de 25%, espécies marinhas
caíram em 28% e espécies de água doce caíram 29% entre 1970 e
2005.
Segundo o WWF, a destruição dos habitats e o comércio de
animais selvagens são as grandes causas do declínio destas
populações e acrescenta que, nos próximos 30 anos, a mudança
climática será um dos fatores de crescente importância que vai
afetar as espécies.
Qualidade de vida
Enquanto a biodiversidade continua em queda, um relatório do
WWF elaborado em 2006 concluiu que atualmente a humanidade
está consumindo cerca de 25% mais recursos naturais do que o
planeta consegue repor.
O WWF
afirmou que se a perda da biodiversidade não for paralisada,
haverá impacto para os humanos também. “Biodiversidade
reduzida significa que milhões de pessoas vão enfrentar um
futuro no qual os suprimentos de alimentos são mais
vulneráveis a pragas e doenças”, disse o diretor-geral do WWF,
James Leape.
“Ninguém escapa do impacto da perda da biodiversidade, pois a
diversidade global reduzida se traduz de forma clara em menos
medicamentos, maior vulnerabilidade a desastres naturais e
maiores efeitos do aquecimento global”, acrescentou.
Convenção
As
descobertas foram divulgadas dias antes do início da reunião
Convenção sobre Biodiversidade, que começa no dia 19 de maio
na cidade alemã de Bonn.
A
Convenção foi assinada em 1992 com o objetivo de estabelecer o
tamanho da perda de espécies. Em 2002, os países integrantes
da convenção prometeram atingir uma "redução significativa" na
atual taxa de perda de biodiversidade até 2010.
Mas a
Sociedade de Zoologia de Londres afirmou que, desde então, os
governos não estabeleceram as políticas necessárias para
alcançar este objetivo.
O WWF,
por sua vez, pediu que os governos que vão se reunir em Bonn
honrem seus compromissos e estabeleçam áreas de proteção para
a vida selvagem, além de adotarem uma meta, para alcançar
índice zero de devastação de florestas até 2020.
Fonte: AMDA /
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