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27/06/2008
Limite da
propriedade de terra é estratégico para Movimento de Mulheres
Camponesas
O
modelo de agricultura camponesa defendido pelo Movimento de
Mulheres Camponesas (MMC) inclui a luta pelo limite da
propriedade da terra.
"A
luta do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) ao
longo dos últimos anos é construir um Projeto de Agricultura
Camponesa, baseado nos princípios da agroecologia, que garanta
a soberania alimentar como direito, onde o povo possa produzir
e comer seus próprios alimentos, respeitando as diferentes
culturas, o ambiente e promovendo a vida. Dentre desse modelo
de agricultura camponesa está inserida a luta pelo limite da
propriedade de terra", é o que garante a Rosangela Cordeiro,
da direção nacional do Movimento de Mulheres Camponesas.
O MMC
vem discutindo com os grupos de base e outros movimentos e
entidades uma ampla soberania alimentar, preocupada com a
crise dos alimentos e com a discussão sobre os biocombustíveis.
"A campanha do limite da propriedade é uma
discussão ampla e estratégia que envolve outras questões",
analisa Rosangela.
Para
a coordenadora nacional do MMC, a Campanha pelo Limite
pode alavancar a reforma agrária, - é um projeto estruturante
para o país", avalia.
Alimentos saudáveis -
Para avançar na luta pela soberania alimentar, contribuindo no
combate a fome e a miséria, o MMC lançou a Campanha Nacional
pela Produção de Alimentos Saudáveis, com o lema "Produzir
alimentos saudáveis, cuidar da vida e da natureza!". "Queremos
tornar visível o grande potencial de produção de alimentos que
a agricultura camponesa possui, destacando para isso o papel
das mulheres neste processo e, também,
sensibilizar a sociedade para a situação de degradação da
natureza", explica Rosangela.
Fonte: Cida
Lima, jornalista do Fórum
11/06/2008
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