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Mulheres se
mobilizam em defesa da vida

Quebradeiras de coco e catadeiras de material reciclável do
município de Imperatriz/MA, fizeram sua atividade no dia
quatro de março. Cerca de 65 mulheres, integrantes do
Movimento de Mulheres Camponesas-MMC, do Estado do Maranhão,
marcaram as mobilizações em torno do Dia Internacional da
Mulher, com uma concentração na praça Brasil e seguiram em
caminhada até a praça de Fátima.
A
pauta da mobilização foi a denúncia ao modelo de
desenvolvimento agrícola baseado no agronegócio, que produz
concentração de renda e tem por base a indústria química. Os
agrotóxicos são parte da aliança do capital que impulsiona o
modelo de produção do agronegócio, onde predomina a
industria agrícola com o uso intensivo de máquinas, produção
de grãos para a exportação, trabalho escravo e
superexploração dos trabalhadores e das trabalhadoras. O
agronegócio quer um campo, sem camponeses.
As
mulheres camponesas entendem que a vida do planeta, sua
biodiversidade está sendo ameaçada pelo uso desenfreado dos
agrotóxicos. Tudo isso para sustentar um só modelo de
produção, o de grande escala. O agronegócio combina com a
monocultura que, por sua vez, liquida com a biodiversidade e
inviabiliza a produção de alimentação saudável e de
qualidade.
A
monocultura é o plantio extensivo de um único vegetal. Ela
traz desvantagens ambientais porque retira do solo o que há
de melhor e reduz a biodiversidade. Outra conseqüência do
monocultivo são as questões sociais porque reduz o uso da
mão-de-obra no campo e afugenta as populações rurais. Ainda
há desvantagens econômicas, pois apresenta enormes riscos,
já que uma única doença ou praga, ou a queda do preço do
produto no mercado podem pôr a perder toda a cadeia
produtiva regional.
As
militantes do MMC distribuíram panfletos informando a
comunidade sobre os malefícios dos agrotóxicos à saúde e ao
meio ambiente, além de alertarem para as consequências
trágicas para a agricultura camponesa do modelo de
desenvolvimento agrícola baseado na monocultura e no
agronegócio. |