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20/08/2008
Hormônio da Monsanto está associado ao
desenvolvimento de câncer
Duas
alterações genéticas em alimentos vêm causando polêmica em
relação à ameaça que podem representar à saúde das pessoas nos
Estados Unidos.
A
primeira diz respeito a uma variedade de mamão transgênico
resistente ao ácaro vermelho terá em sua composição um gene
tóxico à saúde humana. Integrantes dos centros de pesquisa em
Agricultura do Havaí e da Bacia do Pacífico inseriram um gene
para expressar a lectina GNA, que apresenta maior resistência
à praga.
Isso
porque algumas pesquisas indicam a diminuição da capacidade
reprodutiva dos ácaros alimentados com folhas transgênicas,
garantindo assim melhor desempenho para os produtores de
mamão. No entanto, a lectina é uma substância tóxica eliminada
durante o cozimento do feijão. O gene já apresentou danos à
saúde de ratos em pesquisas com a batata transgênica.
Outro
caso recente de transgenia levou a Monsanto a anunciar no dia
6 de agosto que irá vender seus negócios relacionados ao
hormônio transgênico de crescimento bovino. Isso porque
reportagens dos jornais New York Times e Dairy Reporter
mostraram que a empresa vem travando uma batalha contra a
rejeição dos produtores e dos consumidores.
Em
alguns estados norte-americanos, os agricultores conseguiram
rotular seus produtos como “livres do hormônio”. As
reportagens relatam ainda que a pressão da sociedade fez com
que varejos deixassem de vender o leite com o hormônio.
Estudos apontam que o elemento provoca efeitos colaterais nas
vacas e, nos seres humanos, está associado ao câncer de mama,
próstata e colo.
Fonte:
www.mst.org.br
(Com informações da Agência
Chasque) |