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20/07/2007
Empresas papeleiras agem
para garantir o Deserto Verde
As audiências públicas sobre o
Zoneamento Ambiental e as escolas têm sido palco da forte ação
das empresas Aracruz, e Votorantim e Estora Enzo para garantir a
implementação de seu projeto e sua imagem.
Desde
março de 2006, quando houve a ação de denuncia realizada pelas
mulheres da Via Campesina, na empresa Aracruz, no Rio Grande do
Sul, as empresas papeleiras começaram agir com mais evidência. A
partir deste momento, as empresas vêm atuando nas mais diversas
frentes para combater as fontes de resistência à monocultura de
árvores exóticas.
As
Audiências Públicas foram o exemplo disso, estava claro que elas
não cumpririam o papel de consultar a população a cerca do
desenvolvimento destas monoculculturas no Estado, e esclarecer
sobre o Zoneamento Ambiental. No entanto, estas audiências,m a
partir da articulação das empresas colocando um público pago,
serviram para legitimar seu projeto enquanto q a maioria da
população continuou sem saber o que era o Zoneamento.
Outro
exemplo das ações das Papeleiras é a ação que vêm fazendo nas
escolas com a ajuda dom poder público.
Fartamente
distribuída nas escolas da rede pública, a empresa Aracruz
Celulose produziu uma cartilha com o encarte “A Turminha da Iara
Cruz” contando “A história da Dona Folhinha“. O mais agravante é
que este material tem o apoio da
Secretaria Estadual de Educação (SEC).
Trata-se de uma publicação patrocinada pela Aracruz, destinada
as crianças e adolescentes, que explica sobre a empresa, o
processo de monocultura e a extração de celulose, criando termos
e justificativas para a sua existência.
Lembramos que esta é a mesma tática que as empresas detentoras
de patentes das sementes transgênicas, usaram quando queriam
convencer o povo da importância e necessidade do plantio e
liberação dos Organismos Geneticamente Modificados.
Na
gestão de Germano Rigotto (PMDB), o Ministério Público já havia
proibido a publicidade vinculada ao Governo do Estado, que
propagandeava a monocultura de exóticas, como a salvação da
Metade Sul do Estado.
E como
se não bastasse tudo isso, e todas as liberações do plantio de
eucalipto que estão sendo feitas pelo apoio afirmado da
governadora ao projeto de desemprego e caos ambiental, a Empresa
Estora Enzo cria uma empresa “laranja”, para poder comprar áreas
de fronteira, já que ela como empresa estrangeira, não pode, a
denuncia foi feita ao ministério público, mas até agora nada foi
feito.
As
mulheres da Via anunciaram ao mundo, os ambientalistas e vários
estudiosos estão avisando, a miséria, o problema ambiental, a
falta de água... estão refletindo o problema do Deserto Verde, e
os governantes... em nome de uma administração fria, comandada
pelo Capital, estão ajudando este projeto de morte.
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