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Apreensão de agrotóxicos tem alta de 137%

Da Folha de S. Paulo

O volume de agrotóxicos contrabandeados apreendidos nos Estados do Sul aumentou 137% em 2010.

Foram apreendidos R$ 4,3 milhões em mercadorias no ano passado, ante R$ 1,8 milhão em 2009, de acordo com a Receita Federal.

O chefe da Repressão de Contrabando da Receita no Paraná e em Santa Catarina, Sérgio Lorente, aponta como causas a safra recorde registrada no ano passado e a queda na cotação do dólar.

Os agrotóxicos comercializados ilegalmente não têm licença para serem usados no Brasil e, segundo testes, seu conteúdo muitas vezes não condiz com o rótulo, afirma Paulo Renato da Paz, superintendente da Receita no Rio Grande do Sul.

Normalmente, um defensivo precisa passar por testes nos ministérios da Agricultura, da Saúde e do Meio Ambiente para ser registrado.

O Sindag (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defensivos Agrícolas) afirma que o processo de licenciamento custa cerca de US$ 3.000 e leva em média três anos para ser concluído.

Sem precisar de registro e sem ser tributado, o defensivo contrabandeado fica até 50% mais barato.

Como esses agrotóxicos não passam por controle de qualidade, não é possível saber o impacto que causam ao ambiente e às pessoas, diz o coordenador de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura, Luis Eduardo Rangel.

A mercadoria ilegal costuma vir da China e entrar no Brasil pelo Paraguai ou pelo Uruguai. Os produtos que combatem plantas dani- nhas em lavouras de trigo são os mais contrabandeados atualmente.

O Sindag calcula que deixou de faturar US$ 650 milhões em 2010 por causa do contrabando.

 
 

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