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18/07/2007
Universidade Pública
Popular Federal
Dando seqüência
aos debates, a Via Campesina dos três estados do Sul e a Fetraf
Sul, mais aliados, realizam seminário para fortalecer e unificar
a discussão em torno da criação da Universidade da Mesorregião,
grande fronteira do Mercosul, que abrangerá norte e noroeste do
Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudeste do Paraná
No dia 12 de julho de 2007
reuniram-se no Centro de Formação Maria Rosa, em Chapecó, cerca
de 70 pessoas da Via Campesina dos Estados de Santa Catarina,
Rio Grande do Sul e Paraná, mais organizações parceiras, para
discutir o perfil de Universidade defendida pelas forças
populares do campo, unificando as discussões e avançando na
articulação da região sul.
A
discussão da criação desta nova Universidade vem acontecendo no
interior da Via Campesina dos três estados do Sul desde seu
bojo, na participação de várias reuniões, seminários e audiência
com o Ministério da Educação.
Desta
forma, num primeiro momento foi socializada um pouco da
caminhada realizada até o presente momento nos Movimentos
Sociais e regiões dos 03 Estados do Sul. As experiências, ricas
em elementos fundados na prática dos diferentes atores sociais
envolvidos no processo foram expostas de maneira a qualificar o
debate e a interlocução das organizações.
Num
segundo momento, após a leitura de um texto de Marilena Chauí,
foram discutidas questões pertinentes à organização dos três
estados e a continuidade do processo, pensando sob os ângulos de
encaminhamentos práticos e políticos de relação com outros
atores.
A luta
pela Universidade Pública Popular e Federal está intimamente
ligada ao Projeto de Nação que defendemos, bem como de
desenvolvimento, onde o povo seja protagonista e a Universidade
esteja sob seu controle, garantido como um direito universal,
principalmente das pessoas que foram historicamente excluídas do
processo de educação “superior”.
No dia
13 de julho de 2007, no Sindicato dos Bancários, em Chapecó, foi
realizado um seminário entre a Via Campesina e a Fetraf Sul,
mais parceiros e aliados desta luta, como Pastorais Sociais,
Igrejas, Associações, Ong’s, Professores e profissionais
liberais, Sindicatos, Parlamentares e outros, para discutirem um
plano de ação conjunta de luta pela conquista da Universidade
Pública Popular Federal.
Neste
plano de ação foram acordadas metas comuns nos três Estados
entre estas forças acima descritas como a garantia de
incorporação da Universidade no Plano Plurianual do Governo
Federal, campanha de coleta de 01 milhão de assinaturas em prol
da criação desta Universidade, campanha de divulgação e outros
seminários para discutir pontos ainda divergentes no projeto,
bem como ações concretas de luta.
Neste
sentido, a criação desta nova universidade se justifica na
certeza de que a educação e a formação humana andam juntas e são
entendidas num processo maior de formação permanente que faça
parte da vida das pessoas e não que as prepare para a vida sem
considerar que as pessoas já têm seu presente calejado de
experiências e ações concretas, conhecimentos, muitas vezes
apropriado pelas Universidades atuais e não considerados quando
vindos do povo.
O MMC
aposta neste tipo de educação, que sirva ao interesse de classe,
mas também de gênero e feminista, onde as mulheres também sejam
protagonistas de uma história em que estão vivas e presentes, na
luta cotidiana de construção de saberes e conhecimentos.
Uma
educação não sexista e feminista, com princípios socialistas de
formação de seres humanos capazes e baseados em novas relações
entre as pessoas e destes com o mundo, a natureza... eis o sonho
que tentamos concretizar no cotidiano da vida e da militância do
Movimento de Mulheres Camponesas e o que nos move a lutar por
uma educação pública como um direito do povo, das mulheres e
dever do Estado.
Fortalecer a luta
em defesa da vida, sempre!
Em várias frentes
de atuação e com companheiros e companheiras que se somam num
mesmo sonho e utopia, construída dia-a-dia.
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