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18/07/2007
Organização e luta garantem a continuidade do saber popular

Ninguém sabe ao certo como e quando a humanidade começou a utilizar as plantas para curar e prevenir doenças. No entanto, a transmissão do conhecimento de geração em geração foi fundamental para que, hoje, suas propriedades terapêuticas sejam cada vez mais estudadas no Brasil e no exterior.

Com o objetivo de preservar  e multiplicar este saber, o Movimento de Mulheres Camponesas Região Litorânea do RS, em parceria com o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Urbanas, está cultivando um Horto de Plantas Medicinais na sua sede regional, em Três Cachoeiras, no litoral norte do Rio Grande do Sul.

O horto em forma circular - de uma mandala - tem 16 metros de diâmetro, sete canteiros com mais de 60 espécies de plantas utilizadas pelas “farmacinhas” caseiras e trazidas das hortas e quintais dos municípios da região pelos grupos que formam o MMC e o MMTU. Cada município ficou responsável pelo cultivo de um canteiro. Na última terça-feira, dia 12 de julho, o grupo de Arroio do Sal trouxe alecrim, tansagem, mastruço e santo-filho.

A partir de novembro o Horto de Plantas Medicinais estará aberto às escolas e comunidade em geral para  visitação. Os canteiros serão sinalizados com os nomes das plantas e propriedades medicinais.

Esta atividade está sendo desenvolvida através do projeto Firmando Passos em Defesa da Vida 198 MMA, que há um ano vem sendo implementado com o apoio do PDA Mata Atlântica Ministério do Meio Ambiente.

Equipe de elaboração:
Miriam Helena Sperb, Lisiani Gonçalves da Rosa e Elci da Paz Scheffer

 
 

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