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18/05/2007
Via Campesina faz
audiências para discutir o monocultivo de eucalipto e a
irregularidade das empresas de Celulose no Estado
No dia 17 de maio, integrantes da Via Campesina tiveram
audiência na Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SEMA,
na Polícia Federal e no Ministério Público Federal para
tratar sobre o monocultivo de eucalipto no estado do Rio
Grande do Sul.
Durante a audiência na SEMA os integrantes da Via
Campesina pediram que a Secretaria tome posição favorável
ao Zoneamento Ambiental (feito pela própria FEPAM); que
ocorram mais audiências públicas em todo o estado em
relação ao plantio de eucalipto, especialmente em São
Gabriel, onde a Aracruz já comprou uma área de 990
hectares; e que seja feito concurso público para a FEPAM,
eliminando a possibilidade de contratos emergenciais.
Isanete Colla, da direção do Movimento de Mulheres
Camponesas, que participou da audiência, disse que o
documento com os pedidos foi protocolado e que será
entregue ao secretário do Meio Ambiente dia 18, quando ele
tomar posse.
Enquanto esta comissão estava na Secretaria do Meio
Ambiente, outra Comissão, também da Via Campesina,
entregava outro documento na Polícia Federal e no
Ministério Público Federal, exigindo a investigação da
empresa Stora Enzo, que montou uma empresa brasileira de
fachada, denominada Azen Glever Agropecuária, para poder
comprar terras na fronteira, já que a Constituição Federal
não permite que uma empresa que não seja brasileira compre
áreas de fronteira. Todos os pedidos foram protocolados.
Para o MMC, esta é uma forma de pressionar os órgãos
públicos competentes diante das ilegalidades que estão
ocorrendo. “Nossa preocupação é com os rios, os animais
que estão desaparecendo e também com nós, os seres
humanos. Sabemos que a monocultura de eucalipto e a
produção de celulose estão destruindo e poluindo a
natureza e não gerando empregos, como as empresas estão
prometendo”, fala Isanete, que conclui: “O aquecimento
global, doenças de peles, desaparecimento de plantas e
animais é só o início da catástrofe ambiental que está por
vir. E não falamos mais em prazos de 200 anos, estamos
falando de 50 anos, então, que futuro queremos para nós
mesmos e nossos filhos?”.
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