Página inicial

 

 
 

 



17/10/2007
Marcha Popular pela Terra e pela Vida
termina com grande ato em Aracruz

Após 12 dias de caminhada, os 200 marchantes da Via Campesina e da Rede Alerta contra o Deserto Verde chegaram ao município de Aracruz, último ponto da Marcha, Saída de São Mateusonde realizaram um grande ato de debate com a sociedade local. A atividade reuniu cerca de 400 pessoas, pois também contou com a participação de estudantes e de sindicalistas vindos da Grande Vitória.

Durante toda a caminhada pelo município, debateu-se com a população local o real desenvolvimento trazido pela multinacional Aracruz Celulose e seus impactos aos povos do ES. "Além de concentrar terras e degradar o meio ambiente, o modelo do agronegócio não gera empregos no campo, o que resulta na situação de violência e miséria que existe nas cidades hoje", ressaltou Valmir Noventa, integrante da Via Campesina no estado.

Percurso

A Marcha Popular pela Terra e pela Vida percorreu cerca de 200 km, passando pelas localidades de São Mateus, Jaguaré, Sooretama, Linhares, Jacupemba, Vila do Riacho, Barra do Riacho e Aracruz. Além disso, foram realizados debates em Guaraná, Rio Bananal e Regência. O grande objetivo da Marcha era justamente dialogar com a sociedade sobre o modelo de desenvolvimento adotado para o ES, que causa impactos tanto no campo quanto na cidade.

Atividades

Ato contra a renovação da concessão  da Rede Globo e Rede GazetaEm todas as localidades por onde a Marcha passou, foram realizados debates, principalmente em escolas de ensino fundamental e médio e de ensino superior. Os marchantes também foram acolhidos em celebrações nas Igrejas. Além disso, foram feitas exibições de filmes em praças públicas dos diversos municípios.

Em Linhares, no dia 05 de outubro, foi feita uma grande manifestação contra a renovação da concessão da Rede Globo e da Rede Gazeta, demonstrando a insatisfação dos movimentos sociais com o papel que vêm cumprindo essas emissoras de comunicação.

Também nesse dia, cerca de 20 marchantes doaram sangue no hemocentro do município, num ato de solidariedade à população local.

Integração com povos indígenasNo município de Aracruz, passando pela Vila e Barra do Riacho e pelo bairro Coqueiral, intensificou-se o debate com a população, uma vez que a fábrica da empresa encontra-se nessa região, bem como as aldeias dos povos indígenas Tupinikim e Guarani. A empresa Aracruz Celulose fez uma intensa campanha racista contra os povos indígenas nesse município, incentivando a discriminação aos índios. Justamente por isso, a Marcha se propôs a fazer o debate com a população dessa região sobre a temática.

A Marcha foi acolhida festivamente nas aldeias de Caieiras Velhas e de Irajá, onde houve uma grande integração com os povos indígenas, Chegada em Aracruzque estão em processo de finalização da demarcação de suas terras, roubadas pela empresa Aracruz Celulose. O final da Marcha ocorreu no centro de Aracruz, onde foi feita uma caminhada e uma concentração numa praça da localidade.

"A Marcha é mais uma atividade de luta da Via Campesina e da Rede Alerta. Ela não termina com o final do percurso, pois é necessário fazer ainda grandes lutas e muitos debates com a população sobre esse modelo de desenvolvimento adotado no ES", enfatiza Valmir Noventa. Ele ainda disse que a Marcha cumpriu seu objetivo de conversar com a população do estado.

Marcha Popular pela Terra e pela Vida: na construção de
novos caminhos para o Espírito Santo!

 
 

Volta para a página inicial

Secretaria Nacional do MMC
secretaria@mmcbrasil.com.br