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Países da América do Sul celebram
Dia Internacional contra maltrato dos idosos

Tatiana Félix
Jornalista da Adital
Adital

Eles nos deram a vida, nos criaram, cuidaram, educaram. Mesmo assim, ainda é comum ver os idosos serem maltratados psicológica ou fisicamente. Para conscientizar e sensibilizar a população mundial sobre este problema a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa instituíram o dia 15 de junho como o Dia Internacional contra o maltrato às Pessoas Idosas.

Estima-se que em todo o planeta milhares de idosos sejam abandonados em asilos por seus familiares ou sofram algum tipo de maltrato em suas casas. Estudos demonstram que situações como essas desencadeiam depressão ou outras doenças afetivas, que prejudicam a vida do idoso.

Para celebrar a data no Chile, centenas de idosos se reuniram na Praça das Armas, na capital Santiago, e expressaram em um lenço como desejam ser tratados. A iniciativa foi do Serviço Nacional de Adulto Maior (Senama), prefeitura de Santiago e Cáritas. A expectativa é que o Senama faça parceria com outras entidades que se comprometam em dar assistência às pessoas idosas que são vítimas de maus tratos no país. Amanhã (16), também será realizado o seminário "Pessoas Idosas: avaliação, bom trato e direitos”, no anfiteatro da Caja Los Andes.

Estima-se que no Chile, 1 em cada 5 idosos sofram algum tipo de violência, física ou psicológica. De uma população aproximada de 2.500 milhões de idosos, isso significa que 500 mil idosos são desrespeitados e violentados. De janeiro a maio deste ano, o Sistema Integral de Atenção Cidadã (SIAC), do Senama, registrou 250 casos de maltrato a idosos. Em 2010 a entidade atendeu mais de 400 casos, durante todo o ano. No entanto, nem todos os casos são denunciados. Para denunciar agressão aos idosos no Chile, a população pode ligar para 800 400035.

Na Colômbia, organizações pró-idosos ressaltam, nesta data, a necessidade de tomar medidas diante da violência contra idosos. A Fundação Saldarriaga Concha defende que é necessário realizar ações de sensibilização sobre o problema e multiplicar esforços que promovam ações sociais contra o maltrato de pessoas idosas. A entidade também reforça que é preciso criar leis e políticas públicas que envolvam a sociedade no combate a este tipo de violação, e que é essencial atender as necessidades básicas dos idosos como alimentação, moradia, segurança e assistência médica.

Dados do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses revelaram que em 2009 a Colômbia registrou 6.944 casos de violência contra idosos, desde maltrato familiar até homicídios. A maioria dos casos (67%) se refere à lesão corporal, seguida por maltrato intrafamiliar (21%), e a faixa etária que se apresentou como principal foco dos maus tratos foi entre 60 e 64 anos (38%). Também foi registrada a ocorrência de homicídio e suicídio em consequência da violência. Atualmente, a Colômbia registra cerca de 4.600 milhões de pessoas idosas. Estima-se que até o ano 2050 o país terá três idosos para cada jovem.

Na cidade de Mendonza, na Argentina, 147 idosos padeceram vítimas da violência por parte de seus cuidadores em 2009. De acordo com as denúncias, a maioria dessas vítimas eram mulheres acima dos 75 anos de idade, viúvas e que residiam junto com seus familiares, e as agressoras, também eram mulheres. Na região, o maltrato mais comum é o psicológico, seguido por abandono e o maltrato econômico.

No México, cerca de 65% dos idosos sofrem maus tratos psicológicos e 30% são vítimas de agressões físicas. De 5 a 10% são abandonados em hospitais por seus familiares. Os dados são do Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado (ISSSTE).

Especialistas defendem que é preciso que a sociedade encare o envelhecimento como um processo natural e obrigatório da vida, de forma a se respeitar as pessoas nestas condições, e que não se considere ‘normal' maltratar e desrespeitar pessoas mais velhas. A violência contra os idosos deve ser entendida como uma grave violação aos Direitos Humanos.

Com informações das imprensas locais.

 
 

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