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Organizações sociais lançarão proposta
de Reforma Política por
Iniciativa Popular
Carol Assunção
Jornalista da Adital
Adital
Uma
Reforma Política de Iniciativa Popular. É isso que a
Plataforma de Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema
Político e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE)
lançarão no próximo dia 29. A proposta será apresentada a
partir das 14h na sede do Conselho Federal de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia (Confea), em Brasília (Distrito
Federal).
De acordo
com José Antonio Moroni, do colegiado de gestão do Instituto
de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e integrante da
Plataforma, a ideia é incentivar o debate sobre a reforma
política na sociedade e servir de instrumento de "pressão
para o parlamento brasileiro”. Assim como aconteceu com a
Lei da Ficha Limpa, as organizações divulgarão a iniciativa
e recolherão assinaturas a fim de apresentar a proposta como
projeto de lei ao Congresso Nacional.
Moroni
comenta que o país precisa de uma reforma política ampla.
Segundo ele, desde 2002, aumentaram as discussões no
Congresso Nacional sobre a possibilidade de reforma, mas
esta se resume a questões eleitorais. "A iniciativa vai de
acordo com o que defendemos. A Reforma Política é mais ampla
que a eleitoral. A Reforma Política do Congresso está
restrita às normas eleitorais e conservadoras”, destaca.
De acordo
com o integrante da Plataforma, a proposta de iniciativa
popular apresenta três eixos: Democracia direta,
Democratização dos Partidos e Reforma Eleitoral.
Moroni
explica que o primeiro eixo é dedicado ao fortalecimento da
democracia direta, ou seja, de instrumentos como
plebiscitos, referendos e iniciativas popular. Segundo ele,
atualmente esses mecanismos são limitados e, na proposta,
querem ampliá-los. Como exemplo, Moroni cita a convocação de
plebiscitos para grandes temas que afetam a população
brasileira. "Em algumas questões, a sociedade tem que
decidir. O parlamento será obrigado a convocar o
plebiscito”, revela.
Outro
ponto é o uso da urna eletrônica e a aceitação de qualquer
documento com foto expedido por órgão oficial como
comprovante para adesão à iniciativa popular (atualmente a
adesão é feita através de abaixo-assinado e com a utilização
de título de eleitor). Além disso, destaca que o projeto de
lei de iniciativa popular deve ter prioridade nas votações.
"Hoje a iniciativa popular [quando chega ao Congresso] é
igual a qualquer projeto de lei”, afirma.
O segundo
eixo diz respeito à democratização dos partidos políticos.
"Eles ainda são reflexo da anti-democracia e da
personalização”, comenta. Dessa forma, a iniciativa popular
chama atenção para pontos como: quorum mínimo para convenção
e relação da direção partidária com os filiados.
O terceiro
eixo da iniciativa trata da Reforma Eleitoral com questões
como financiamento transparente e lista democrática de
candidatos. Moroni comenta que a proposta veta pessoas
jurídicas de financiarem campanhas. "A política é pública e
deve ter financiamento público”, defende. Da mesma forma,
destaca a proposta de criação de uma comissão de
fiscalização de processo eleitoral composta por Justiça
Eleitoral, partidos políticos e sociedade civil.
Mais
informações sobre a proposta de Reforma Política por
Iniciativa Popular em:
http://www.reformapolitica.org.br/ |