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Lei prevê mais rigor e banimento de variedades
de agrotóxicos em SP
As
atividades que envolvem a produção, comercialização, uso e
descarte de embalagens de agrotóxicos serão regulamentadas
no estado de São Paulo. Nesta terça-feira (01), a
Assembleia Legislativa aprovou o Projeto de Lei (PL)
281/2010, que cria um sistema de fiscalização mais rígido
neste mercado. De autoria do deputado, Raul Marcelo (Psol) –
que encerra seu mandato agora em março – o PL aguarda ser
sancionado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para virar
Lei.
O deputado
explica que na prática o PL transforma a compra do
agrotóxico em algo semelhante à compra de um remédio. Ou
seja, se tornará obrigatória a presença – e a orientação –
de um engenheiro agrônomo para atestar o uso do produto
químico. O Projeto ainda define quem terá o poder de
fiscalizar.
“Todas as
entidades que queiram questionar algum produto que seja
nocivo à saúde, o PL abriu essa possibilidade. Também
estamos tirando da Secretaria da Agricultura essas
prerrogativas. Agora, além da Secretaria da Agricultura, a
Secretaria do Meio Ambiente e Secretária da Saúde, por meio
da Vigilância Sanitária, poderão questionar. A questão dos
agrotóxicos envolve essas três esferas e não somente a
Secretaria da Agricultura, isso foi um grande avanço.”
O PL
também exige que as empresas do ramo químico que operaram no
mercado de agrotóxicos paguem uma taxa, que será destinada
ao financiamento da produção de alimentos saudáveis. Além
disso, o Projeto prevê o banimento, no estado, de
agrotóxicos que são proibidos em outros países. Inclusive os
de uso doméstico.
“Precisamos caminhar assim. Agrotóxico é uma droga e tem que
ser vendido como é vendido remédio, com prescrição, com
muito cuidado e com acompanhamento do estado.”
Estima-se
que no Brasil ocorram mais de 3 mil mortes anuais provocadas
por intoxicação pelos pesticidas. O estado de São Paulo é o
campeão em consumo e absorve 30% dos agrotóxicos utilizados
nas lavouras brasileiras.
De São Paulo, da Radioagência
NP, Danilo Augusto |