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14/08/2007
Quilombolas do
Espírito Santo são expulsos novamente de sua terra por ação da
Aracruz Celulose
No
20º dia de retomada das terras quilombolas em Linharinho, o
Batalhão de Missões Especiais efetivou a ação de despejo das
famílias quilombolas lá acampadas. Já no terceiro dia a
Aracruz Celulose conseguiu uma liminar de reintegração de
posse expedida por juiz de São Mateus, rejeitada pelos
quilombolas, criticada pelos apoiadores e questionada por
advogados.
Desde
o dia 23 de julho, a medida que os quilombolas iam cortando o
eucalipto, plantios de mata atlântica, sementes de milho,
feijão, abóbora, côco, banana iam ganhando espaço na terra
identificada como quilombola. Também casas de estuque estavam
sendo construídas com a contribuição de outras comunidades
quilombolas do Sapê do Norte.
Apesar de Linharinho ter tido o direito reconhecido na
Portaria publicada no Diário Oficial da União por 9.542,47
hectares de terra, a Aracruz Celulose contou com todo apoio da
Polícia de Paulo Hartung para fazer valer liminar de posse. No
dia 11 de agosto, sábado, pela manhã mais de 100 policiais
fortemente armados e protegidos com colete a prova de balas
estiveram no local para fazer o despejo. Rejeitando novamente
a liminar, os quilombolas se negaram a assinar o documento
expedido por juiz substituto da Vara federal de São Mateus,
Leonardo Marques Lessa, e evitaram o enfrentamento físico ao
Batalhão. A polícia junto com homens da Aracruz Celulose
desfizeram as construções e apreenderam todos os materiais e
pertences dos quilombolas que estavam na área.
Os
quilombolas afirmam: "não desistiremos de lutar por nossos
direitos!"
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