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14/08/2007
Ação na Justiça
quer rigor para plantio de eucalipto
no Rio Grande do
Sul
Reportagem:
Patrícia Benvenuti
Fonte: Chasque Agência de
Notícas –
www.agenciachasque.com.br
Porto Alegre (RS) - Sete entidades gaúchas ingressaram com
ação civil pública na Justiça Federal de Porto Alegre na
última sexta-feira (10). Elas pedem a realização de Estudo de
Impacto Ambiental, o EIA-Rima, para qualquer área onde seja
exercida atividade de silvicultura no Rio Grande do Sul.
De
acordo com Edi Xavier, presidente da Associação Gaúcha de
Proteção ao Ambiente (Agapan), uma das entidades que assina o
documento, a não-realização de EIA-Rima para a silvicultura
fere aspectos da legislação estadual e federal.
“A
Constituição diz que, em projetos que causam impacto
ambiental, tem que se fazer EIA -Rima. E a Constituição
estadual diz a mesma coisa. O Código de Meio Ambiente do
Estado do Rio Grande do Sul prevê que, para atividades de
silvicultura, tem que ser feito o zoneamento ambiental dessa
atividade”, explica.
A
ação exige também atenção ao documento intitulado Zoneamento
Ambiental para a Atividade da Silvicultura, elaborado por
técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
Edi ressalta que o zoneamento feito pela Fepam não proíbe a
atividade, apenas identifica as áreas mais adequadas para o
plantio de árvores.
“Nós
somos a favor desse documento, estamos apoiando esse documento
da Fepam. Nós consideramos que ele demarca áreas importantes
de serem preservadas e indica quais são as áreas que podem ser
plantadas”, afirma.
A
ação cível pede, ainda, a realização de uma audiência pública
sobre o assunto. Assinam a ação, além da Agapan, o Instituto
Gaúcho de Estudos Ambientais (Ingá), União pela Vida (UPV),
Projeto Mira-Serra, Amigos da Água (Igré), Conselho Regional
de Radiodifusão (Conrad) e Sociedade Amigos da Água Limpa e do
Verde.
Como
rés da ação aparecem a União, o Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Ibama, o Estado
do Rio Grande do Sul, o Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade, a Fepam, e as empresas Stora Enso,
Votorantin Celulose e Papel e Aracruz Celulose.
A
ação foi encaminhada para a juíza Clarides Rahmeier, da Vara
Ambiental, Agrária e Residual da Justiça Federal de Porto
Alegre e aguarda aprovação. |