Página inicial

 

 
 

 



13/08/2007
Líderes da América Central e do Caribe chamam atenção contra a pressa em julgar biocombustíveis
Presidente Lula discutirá o desenvolvimento de biocombustíveis em visita, esta semana, ao México, América Central e Caribe

Rio de Janeiro – A *ActionAid, ONG internacional que trabalha contra a pobreza, pede cuidado aos líderes da América Central, ao discutirem o potencial de crescimento da produção de biocombustíveis.

“Os biocombustíveis podem ser uma alternativa viável de fonte de energia, mas os líderes devem prestar atenção ao impacto que o aumento da produção pode causar em comunidades agrárias e na pobreza. Na pressa em avaliar os impactos, os líderes podem colocar os seus cidadãos em risco”, afirmou Karen Hansen-Kuhn, diretora de Direito à Alimentação da ActionAid nos Estados Unidos.

Um estudo recente conduzido por parceiros da ActionAid na Guatemala descobriu, por exemplo, que a desnutrição, que afeta cerca de 40% da população daquele país, está em crescimento significativo. O preço de espigas de milho, puxado pelo crescimento da demanda de biocombustíveis, pode provocar uma crise alimentar similar a que afetou o México em circunstâncias parecidas.

“Os preços do milho na América Central aumentaram dramaticamente este ano, em parte em função de uma forte demanda por etanol pelos Estados Unidos. Este potencial pode colocar em risco a vida de milhares de pessoas que fazem o uso do milho em sua dieta diária”, disse Adriano Campolina, diretor da ActionAid Américas.

“Os países  estão adiando decisões sobre as regras necessárias para prevenir o crescimento da pobreza. Qualquer discussão mais profunda sobre o futuro dos biocombustíveis deve levar em conta questões como o impacto na fome e a potencial concentração da produção e de seus rendimentos nas mãos de grandes agricultores”, acrescentou Campolina.

“As questões entre comida versus combustível são complicadas, e poderá ser um erro tomar qualquer decisão antes de uma avaliação completa dos impactos ambientais, econômicos e sociais”, informou Hansen-Kuhn.

“A ActionAid está empenhada em avaliar junto com parceiros em todo o mundo como o aumento da produção de biocombustíveis poderá impactar pequenos fazendeiros e comunidades pobres. É crucial que as vozes desses grupos sejam ouvidas antes dos líderes dos governos tomarem decisões políticas apressadas e prejudiciais,” acrescentou Hansen-Kuhn.

Contatos:
Alexandre Polack, ActionAid Américas, Rio de Janeiro
Fone: (21) 9190 8559 ou (21) 2189 4600 – E-mail: alexandre.polack@actionaid.org
Sandy Krawitz, ActionAid Estados Unidos
Fone: +1 202 492 7207 – E-mail: sandy.krawitz@actionaid.org

*A ActionAid é uma organização sem fins lucrativos que atua há mais de 34 anos e está presente em 47 países. Trabalha em conjunto com pessoas pobres, fortalecendo suas capacidades para que possam conquistar direitos e superar, de forma definitiva, a situação de pobreza em que vivem. No Brasil, apóia projetos de desenvolvimento local no Nordeste, Sudeste e Norte, além de atuar em redes e campanhas, mobilizando a sociedade civil em defesa do interesse público e da justiça social.

 
 

Volta para a página inicial

Secretaria Nacional do MMC
secretaria@mmcbrasil.com.br