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Atividades repudiam 13 anos de encarceramento injusto dos Cinco

Camila Queiroz
Jornalista da ADITAL
Adital

Há exatos 13 anos, no dia 12 de setembro de 1998,Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e René González foram presos nos Estados Unidos por alertarem Cuba sobre ações terroristas planejadas por grupos anticubanos de Miami (EUA). Para repudiar a injustiça e expressar solidariedade aos Cinco Cubanos, diversas ações foram realizadas hoje (12) em países da América Latina e também na Espanha.

Em El Salvador, manifestantes concentraram-se em frente à embaixada estadunidense, pela manhã. Já em Cuba, várias ações políticas e culturais marcaram a data. Dentre elas, a abertura de uma exposição, no Museu de História Natural, em Havana, contendo 25 aquarelas de Antonio Guerrero sobre mariposas cubanas.

No mesmo sentido, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos realizará, à noite, uma vigília no cine teatro Astral. Estarão presentes familiares dos cinco cubanos e outros ativistas, de diversos países, que defendem a causa.

Na Venezuela, as atividades ficaram por conta do Movimento de Amizade e Solidariedade Mútua Venezuela-Cuba e incluíram fóruns; shows musicais, exposições e o recolhimento de postais com assinaturas para serem entregues ao presidente estadunidense, Barack Obama.

Alguns destes momentos, bem como um encontro em solidariedade aos Cinco Cubanos na Praça Bolívar, em Caracas, na Venezuela, contaram com a participação da esposa de René González, Olga Salanueva, e da mãe de Fernando González, Magalys Llort. Lá estiveram presentes autoridades da cidade, do Governo e da Assembleia Nacional, que deixaram mensagens de apoio e rechaço à injusta prisão dos cubanos.

Na capital da Espanha, Madrid, o Comitê Estatal pela Liberação dos Cinco Cubanos presos nos EUA por luta contra o terrorismo entregou à Embaixada dos Estados Unidos 50 mil assinaturas em prol da libertação dos presos.

O número de assinaturas é fruto da campanha "Um milhão pelos Cinco”, levada a cabo pelo Comitê desde março deste ano, na Espanha e em outros países europeus. Para os ativistas do Comitê Estatal, Barack Obama deve reparar a injustiça contra os presos liberando-os imediatamente, por meio de um indulto.

Violações

No último dia 9, também tendo em vista os 13 anos de encarceramento injusto, o Representante Permanente de Cuba frente aos Organismos Internacionais de Genebra, Rodolfo Reyes, enviou à Alta Comissionada das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navy Pillay, uma série de documentos que mostram violações e arbitrariedades no caso dos Cinco.

Reyes expôs a Pillay detalhes sobre o processo, e especificamente sobre a apelação apresentada por Gerardo, em março deste ano, condenado a duas prisões perpétuas e mais 15 anos de encarceramento.

Denunciou a negativa de Washington, em mais de dez ocasiões, em conceder vistos à esposa de René, Olga Salanueva, e à esposa de Gerardo, Adriana Pérez, impedindo que visitassem seus companheiros.

Além disso, Reyes enfatizou que o governo dos EUA subornou jornalistas de Miami para que desenvolvessem uma campanha contra os Cinco Cubanos, fazendo cobertura imparcial de seu julgamento. O fato já havia sido denunciado em depoimento que Guerrero apresentou sobre a inocência do grupo, também em março deste ano.

Por fim, o representante citou a desqualificação da prisão dos Cinco Cubanos, expressa pelo Grupo de Trabalho sobre a Detenção Arbitrária do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da Organização das Nações Unidas (ONU) na Opinião n. 19 2005. A condenação dos cinco cubanos ocorreu em 2001, com sentenças que vão de 15 anos até prisão perpétua.

 
 

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