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10/04/2008
Importância da
água para vida
A
água é fundamental para o planeta. Nela, surgiram as primeiras
formas de vida, e a partir dessas, originaram-se as formas
terrestres, as quais somente conseguiram sobreviver na medida
em que puderam desenvolver mecanismos fisiológicos que lhes
permitiram retirar água do meio e retê-la em seus próprios
organismos. A evolução dos seres vivos sempre foi dependente
da água. Existe uma falsa idéia de que os recursos hídricos
são infinitos. Realmente há muita água no planeta, mas menos
de 3 % da água do mundo é doce, da qual mais de 99%
apresenta-se congelada nas regiões polares ou em rios e lagos
subterrâneos, o que dificulta sua utilização pelo Homem.
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Distribuição da
água da Terra |
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Água
salgada.............................................97% |
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Oceanos e mares |
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Água
doce...................................................3% |
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Calotas polares e
geleiras....................(75%) |
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Subsolo: entre 3.750m e 750m..........(13,7%) |
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acima de 750m...................(10,7%) |
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Lagos................................................(0,3%) |
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Rios................................................(0,03%) |
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Solo/umidade...................................(0,06%) |
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Atmosfera/vapor d´água..................(0,035%) |
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A
água é o mais crítico e importante elemento para a vida
humana. Compõe de 60 a 70% do nosso peso corporal, regula a
nossa temperatura interna e é essencial para todas as funções
orgânicas. Em média, no mínimo, nosso organismo precisa de 4
litros de água por dia. Além disso, a água também é usada na
preparação de mamadeiras, de comidas e sucos. Por isso temos
que garantir uma água segura, com qualidade, pura e
cristalina.
A
água é o principal componente do corpo humano:

A
água é a chave para todas as funções orgânicas:
- Sistema circulatório;
- Sistema de absorção;
- Sistema digestivo;
- Sistema de evacuação;
- Temperatura do corpo.
De onde vem a água?...
Para
entender de onde vem à água é preciso relembrar os estados em
que ela se encontra. Existe água no estado gasoso na
atmosfera, proveniente da evaporação de todas as superfícies
úmidas - mares, rios e lagos; em estado líquido, nos grandes
depósitos, o planeta, oceanos e mares (água salgada), rios e
lagos (água doce) e no subsolo, constituindo os chamados
lençóis freáticos; e em estado sólido, nas regiões frias do
planeta. Da atmosfera, a água se precipita em estado líquido,
como chuva, orvalho ou nevoeiro, ou em estado sólido, como
neve ou granizo. Todas estas formas de água são
intercambiáveis e representam o Ciclo Hidrológico.
Desde
a sua criação, o homem tem tido a sua disposição um sistema
natural de purificação de água chamado ciclo hidrológico. O
ciclo hidrológico nada mais é do que um gigantesco sistema
natural de purificação da água, que a recicla e purifica
constantemente; um processo pelo qual a água que está na
atmosfera na forma de vapor condensa e volta a terra na forma
de precipitação. Uma vez na terra, a água novamente evapora e
assim sucessivamente. Contudo, por volta de 30% da água
precipitada não volta a evaporar, ficando estocada na terra de
duas maneiras: Uma parte se infiltra na terra e é estocada em
bolsas chamadas de Aqüíferos. Outra parte é estocada em lagos,
riachos, rios, oceanos e mares, como águam de superfície. Até
25% da água que cai é retirada para formação de matéria
orgânica de que se constituem os seres vivos. O restante
atinge os mares, caindo diretamente neles ou a eles chegando
através de cursos de água. Devemos lembrar que, no caso das
cidades, o ciclo natural da água é modificado pela
impermeabilidade do solo, a falta de áreas verdes e o excesso
de construções.
Formas de utilização da água
Utilização da água pelo homem depende da captação, tratamento
e distribuição e também, quando necessário, da depuração da
água utilizada.

As
formas de utilização da água são:
a) Doméstico:
- Como bebida;
- Fins culinários;
- Higiene pessoal;
- Lavagens diversas na
habitação;
- Lavagem de carros;
- Irrigação de jardins
epequenas hortas particulares;
- Criação de animais
domésticos, etc.
b) Público:
- Escolas, hospitais e
demais prédios ou estabelecimentos;
- Irrigação de parques e
jardins públicos;
- Lavagem de ruas e demais
logradouros públicos;
- Fontes ornamentais e
chafarizes;
- Combate a incêndios;
- Navegação.
c) Industrial:
- Indústria onde a água é
utilizada como matéria prima (indústrias alimentícias e
farmacêuticas, gelo, etc.);
- Indústrias onde a água é
utilizada para refrigeração (por exemplo, metalúrgica);
- Indústria onde a água é
usada para lavagem (matadouros, papel, tecido, etc.);
- Indústrias onde a água é
usada para fabricação de vapor (caldeiraria), etc.
d) Comercial:
- Escritórios, armazéns,
oficinas, etc.;
- Restaurantes, lanchonetes,
bares, sorveterias;
- Aqüicultura.
e) Recreacional:
- Piscinas;
- Higiene pessoal;
- Lagos, rios, etc.
f) Agrícola e pecuário:
- Irrigação;
- Lavagem de instalações
maquinário e utensílios;
- Bebidas de animais, etc.
g) Energia elétrica:
- Uso em derivação das águas
do seu curso natural, gerando energia.
h) Transferência de bacias:
- Sistema de inter-relações
de uso e descarte da água entre municípios.

Observe no gráfico, que a Região Norte tem maior concentração
de água, porém sua população é menor de idade densidade, ao
contrário da Região Sudeste e Sul, onde concentra a maior
parte da população brasileira e existe carência de água.
Qual a forma de tratamento
da água?...
Felizmente, nosso conhecimento sobre a natureza da água tem
avançado rapidamente.
Os
problemas mais freqüentes têm sido estudados intensamente e
atualmente, conhecemos os sintomas, as causas e as soluções
para os problemas da água. Para garantia da população, a água
é tratada nas estações de tratamento de água, através de
processos diversos, como veremos a seguir. Numa Estação de
Tratamento (ETA), a água é coletada dos mananciais se
transformando em um produto potável, pronto para ser consumido
sem riscos à saúde. No processo são utilizados equipamentos
especiais e reagentes químicos próprios para remoer as
impurezas. Basicamente, o tratamento consta das seguintes
fases: decantação, filtração e cloração.
Inicialmente a água é levada para tanques de decantação, onde
é misturada com alúmen e hidróxido de cálcio e fica em repouso
várias horas. Quando sai dos tanques de decantação, a água já
está livre da sujeira mais grossa. Em seguida, passa por
filtros de cascalho areia e carvão. Ao sair dos filtros, a
água já parece completamente limpa, mas ainda não é potável,
pois contém muitos micróbios, que podem causar doenças. Para
matar os micróbios, mistura-se à água uma substância gasosa
chamada cloro. Depois de clorada a água pode finalmente ser
usada sem perigo à saúde. Em algumas estações, o cloro é
adicionado antes que a água passe pelos filtros. Além desses
três processos, também se adiciona flúor com a finalidade de
fortalecer os dentes e evitar a incidência de cáries. Sua
utilização difundiu-se apesar da oposição de algumas
autoridades sanitárias (o mesmo princípio deu origem às pastas
de dente com flúor).
Doenças provocadas pela água
contaminada
A
água que abastece uma cidade, se não for tratada, pode
tornar-se um importante veículo de transmissão de doenças. O
controle da qualidade é uma medida que visa principalmente
garantir a saúde da população e deve ser exercida nos meios
urbanos e rurais.
Principais doenças transmitidas diretamente da água
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Doença |
Agente causador |
Sintomas |
|
Cólera |
Víbrio
Cholera 01 |
Diarréia
abundante, vômitos ocasionais, rápida desidratação,
acidose, câimbras musculares e colapso respiratório. |
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Amebíase |
Entamoeba
Histolytica |
Desinteria aguda,
com febre, calafrios e diarréia sanguinolenta. |
|
Gastro-Enterite viral |
Rota Vírus |
Diarréia,
vômitos, levando à desidratação grave. |
|
Hepatite |
Vírus de
Hepatite A |
Febre, mal-estar
geral, falta de apetite, Icterícia. |
|
Desinteria
bacilar |
Bactéria
Shigella |
Fezes com sangue
e pus, vômitos e cólicas. |
.
|
Outros
males causados por ingestão de água contaminada ou
precariamente tratada |
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Poliomelite |
Ascaridíase |
Febre Paratifóide Febre |
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Tifóide |
|
Doenças respiratórias |
Formas de contaminação da
água
Somente 0,8% do total da água do planeta é água doce e grande
parte dessa reserva já está poluída ou continua ameaçada pela
poluição. A água é um poderoso solvente. Ela dissolve algumas
porções de quase tudo com o que entra em contato. Na cidade a
água é contaminada por esgoto, monóxido de carbono, poluição,
produtos derivados de petróleo e bactérias. O cloro utilizado
para proteger a água pode contaminá-la ao reagir com as
substâncias orgânicas presentes na água, formando os nocivos
trialometanos (substância cancerígena) A agricultura contamina
a água com fertilizantes, inseticidas, fungicidas, herbicidas
e nitratos que são carregados pela chuva ou infiltrados no
solo, contaminando os mananciais subterrâneos e os lençóis
freáticos. A água subterrânea também é contaminada por todos
estes poluentes que se infiltram no solo, atingindo os
mananciais que abastecem os poços de água de diversos tipos. A
água da chuva é contaminada pela poluição que se encontra no
ar, podendo estar contaminada com partículas de arsênico,
chumbo, outros poluentes e inclusive ser uma chuva ácida. A
indústria contamina a água através do despejo nos rios e lagos
de desinfetantes, detergentes, solventes, metais pesados,
resíduos radioativos e derivados de petróleo.
Os
contaminastes da água podem estar:
- Dissolvidos - fazendo
parte de sua composição química.
- Em suspensão - fazendo
parte da composição física: sedimentos, partículas, areia,
barro, etc.
- Biológicos - a água é um
excelente meio para o crescimento microbiano.
Classificação dos contaminastes da água:
- Contaminação Química;
- Contaminação Orgânica;
- Contaminação Biológica;
- Sabores Estranhos;
- Odores Estranhos
Particulado.
É preciso fazer economia de
água! - Dicas preciosas
Para
não faltar, a ordem é poupar!
- Quando você escova os
dentes, molhe a escova e depois feche a torneira. Só volte a
abrí-la, para enxaguar a boca e a escova. Você estará
economizando 16.425 litros de água por ano!
- O consumo de água durante
o banho raramente é levado em conta pela maioria das
pessoas. Convém saber que, em média, um chuveiro gasta 70
litros de água em apenas 5 minutos, ou seja, em média,
25.550 litros por um ano!
- Lavar o carro com a
mangueira aberta envolve o uso de aproximadamente 600 litros
de água, enquanto que lavá-lo com o balde, 60 litros são
gastos.
- Não demore no banho! Gasta
água e energia elétrica. 78% da água que consumimos em casa
é usada no banheiro.
- Não "varra" quintais e
calçadas com esguicho, use a vassoura!
- Preste atenção no consumo
mensal da conta de água! Você poderá descobrir vazamentos
que significam enorme desperdício desse recurso natural!
Faça um teste; feche todas as torneiras e os registros da
casa e verifique se o hidrômetro, aparelho que mede o
consumo da água, sofre alguma alteração, em caso afirmativo,
o vazamento está comprovado!
Tempo
de decomposição de materiais usualmente jogados nos rios, nos
lagos e no mar.
- Papel - de 3 a 6 meses
- Pano - de 6 meses a 1 ano
- Filtro de cigarro - 5 anos
- Chiclete - 5 anos
- Madeira pintada - 13 anos
- Nylon - mais de 30 anos
- Plástico - mais de 100
anos
- Metal - mais de 100 anos
- Borracha - tempo
indeterminado
- Vidro - 1 milhão de anos
Energia elétrica é muito importante! Economizando-a, você
colabora com o seu bolso e com o meio ambiente, evitando a
construção de novas represas, que causam grande impacto
ambiental.
- Apague as luzes quando
você não estiver usando. Use a luz do dia: é grátis, não
polui e não gasta energia.
- O aquecimento do ferro
elétrico, várias vezes ao dia, provoca grande desperdício de
energia: junte tudo e passe de uma só vez!
- Desligue rádio e TV,
quando não estiver assistindo ou ouvindo. Evite que a
geladeira permaneça aberta por muito tempo.
Poluições químicas com efeitos nocivos:
- Poluentes: produtos
tóxicos minerais (sais minerais de metais pesados, ácidos,
álcalis, fenóis, hidrocarbonetos, detergentes, etc.)
- Responsáveis: todas as
indústrias, devido aos dejetos acidentais, e as atividades
de garimpo e mineração.
Poluições químicas crônicas:
- Poluentes: fenóis,
hidrocarbonetos, resíduos industriais diversos, produtos
fito-sanitários (inseticidas e herbicidas), detergentes
sintéticos, adubos sintéticos (nitratos)
- Responsáveis: indústrias
diversas (refinarias, indústrias petrolíferas, de plástico,
de borracha, fábricas de gás, de carvão, de madeira,
alcatrões, agricultura, usos domésticos e industriais de
detergentes)
Poluições biológicas:
- Poluentes: detritos
orgânicos, fermentáveis.
- Responsáveis: esgotos das
coletividades urbanas, indústrias de celulose (serrarias,
fábricas de papel), indústrias têxteis e alimentares
(destilarias, fábricas de cerveja, conservas, indústrias de
laticínios, indústrias de açúcar, matadouros, curtumes)
Poluições físicas: poluição radioativa
- Poluentes: resíduos
radioativos das explosões nucleares e das reações nucleares
controladas; radiatividade induzida.
- Responsáveis: indústrias
nucleares
Poluições mecânicas:
- Poluentes: matérias
sólidas inertes (lodos, argilas, escórias, etc.)
- Responsáveis: grandes
estaleiros de construção, construção de estradas, indústrias
de extração, lavagem de minérios, drenagens Poluições
térmicas:
- Poluentes: dejetos de água
de refrigeração que elevam a temperatura dos rios
- Responsáveis: centrais
elétricas, térmicas e nucleares, refinarias.
Eutrofização:
Quando os resíduos de uma água poluída mais ou menos rica em
nitratos e fosfatos se tornam demasiado abundantes em relação
à quantidade de água pura disponível, surge o fenômeno da
eutrofização. Este fenômeno manifesta-se nos rios lentos e,
sobretudo, nos lagos, onde a correnteza é insuficiente para
evacuar as águas usadas. Começa a haver um processo de
acumulação de detritos no leito, ameaçando ou fazendo
desaparecer as espécies da fauna e da flora originais
ocasionando o surgimento de uma camada de algas, produtoras de
substâncias tóxicas. Com a contínua população de algas na
superfície, as águas tornam-se turvas e cada vez mais
poluídas.
Classes de uso dos rios
A
poluição das águas na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP)
apresenta características diferentes das do interior do
Estado. A grande concentração industrial e urbana gera cargas
poluidoras muito elevadas em relação à capacidade de
assimilação dos corpos d’água que atravessam a região. Por
isso, a quantidade desses rios é insatisfatória para os vários
usos possíveis. A Legislação Estadual referente ao Controle de
Poluição Ambiental (Decreto No. 8.468 de 8/9/76) estabelece no
Artigo 7º quatro tipos de classificação da água:
Classe 1 - Águas destinadas ao
abastecimento doméstico, sem tratamento prévio ou com simples
desinfecção.
Classe 2 - Águas destinadas ao
abastecimento doméstico, após tratamento convencional, à
irrigação de hortaliças ou plantas frutíferas e à recreação de
contato primário (natação, esqui aquático e mergulho).
Classe 3 - Águas destinadas ao
abastecimento doméstico, após tratamento convencional, à
preservação de peixes em geral e de outros elementos da fauna
e flora, e a matar a sede de animais.
Classe 4 - Águas destinadas ao
abastecimento doméstico, após tratamento avançado, ou à
navegação, à irrigação e a usos menos exigentes. Obs.: Os rios
Tietê e Pinheiros, na Região Metropolitana de São Paulo, se
encaixam nesta classificação.
Critérios e padrões da água (IQA)
Não é
qualquer água que se preste à potabilização pelo tratamento
convencional típico da prática da engenharia sanitária. Para
um manancial ser considerado potabilizável, a análise da água
passa por indicadores biológicos e fisioquímicos que, juntos,
formam o IQA - Índice de Qualidade de Água. Entre eles, está o
volume de coliformes fecais, DBO (demanda biológica de
oxigênio), temperatura da atmosfera, pH, nitrogênio total,
fosfato total. Sólidos totais, turbidez. Para complementar as
análises, podem-se usar bioindicadores: peixes, insetos,
algas, etc. do fundo e das margens dos rios. Avaliação da
intensidade da poluição biológica Visto que a poluição por
matérias orgânicas acarreta um grande consumo de oxigênio, o
padrão de DBO é uma boa estimativa.
DBO - Demanda Biológica de
Oxigênio: corresponde à quantidade de oxigênio necessária para
que as bactérias possam oxidar as matérias orgânicas a uma
temperatura de 20 graus centígrados. É expressa em miligramas
por litro (essa medida é feita em laboratório). Quanto mais
elevada for a DBO, mais poluída estará a água.
DQO - Demanda Química de
Oxigênio: corresponde à quantidade de oxigênio dissolvido,
cedida por via química (portanto sem intervenção biológica)
para oxidar substâncias redutoras presentes nas águas
poluídas.
IT - Índice de Toxicidade:
levanta algumas substâncias tóxicas presentes em águas
naturais ou poluídas.
É possível recuperar um rio
poluído?
Algumas providências podem ser adotadas no sentido de elevar a
capacidade de permanente autodepuração do rio. Regularização
da vazão: Quando a vazão de um rio se torna menor, os efeitos
da poluição se tornam mais graves. Para controlar a vazão,
constroem-se barragens. Desta forma, pode-se garantir os curso
da água uma vazão constante, pois o excesso de água, existente
durante as épocas de chuva, é acumulado para depois ser
liberado mediante a abertura das estações secas. A construção
de represas, entretanto, deve restrirgir-se aos casos
absolutamente indispensáveis, pois ela implica sempre uma
alteração dos sistemas ecológicos, provocando desequilíbrios,
alteração de fauna e flora, mudanças de clima e outros
impactos ambientais que deverão ser cuidadosamente avaliados.
Elevação da turbulência:
Rios
que possuem corredeiras têm muito maior capacidade de absorver
o oxigênio atmosférico que os rios de águas tranqüilas. É
possível produzir "corredeiras artificiais" em um rio poluído.
Uma experiência piloto desse tipo foi realizada no rio
Pinheiros, em São Paulo, mediante a construção de "escovas
rotativas" - movidas por motores elétricos -, as quais
submetiam a água a uma forte agitação, promovendo rápida
reoxigenação do meio. Em casos extremos, de produção repentina
de fortes odores nocivos, tem-se recorrido à adição de
nitratos à água como fonte química suplementar de oxigênio
para atividade de bactérias anaeróbias facultativas. Tal
solução paliativa tem, porém, o grave inconveniente de
acrescentar nitrogênio ao rio, o que acelera o processo de
eutrofização. Essas são as "massagens", "exercícios" e
"fortificantes" que podem administrar ao rio para que ele, por
si só, consiga recuperar-se da doença da poluição.
Tratamento da água em casa
Como
já vimos, para garantia da população, a água é tratada nas
estações de tratamento de água, através de processos diversos,
entre eles decantação e cloração. Porém, o cloro confere um
sabor estranho à água e além de prejudicar o sabor dos
alimentos (sucos, gelo, café), pode prejudicar a saúde e por
isso deve ser retirado na hora do consumo. Além disso, a água
percorre um longo caminho até chegar ao ponto de uso, passando
por tubulações enferrujadas, furadas e até mesmo sujas com
resíduos de areia e barro. Por esses motivos há a necessidade
de se utilizar filtros de qualidade, produzidos para reter
essas partículas de sujeira e eliminar gostos e odores
estranhos da água, inclusive o cloro. Porém, atenção para essa
informação: o cloro é um agente de proteção da água que evita
o desenvolvimento de microorganismos. Só deve ser retirado da
água no momento do consumo. Se a água for ficar armazenada em
cisternas ou caixas d'água, deve ficar com cloro.
Problemas mais comuns na água
de nossas residências
• Turbidez
A turbidez é a presença de partículas de sujeira, barro e
areia, que retiram o aspecto cristalino da água, deixando-a
com uma aparência túrbida e opaca. GOSTOS E CHEIROS ESTRANHOS
Gostos e cheiros indesejáveis, como de bolor, de terra ou de
peixe, são causados pela presença de algas, humus e outros
detritos que naturalmente estão presentes nas fontes de água
como rios e lagos.
• Cor estranha
A presença de ferro e cobre pode deixá-la amarronzada. Além do
aspecto visual, essa água pode manchar pias e sanitárias. A
água que causa manchas pretas possui partículas de manganês.
• Cheiro de ovo podre
Este cheiro é causado pela presença de hidrogênio sulfídrico,
produzido por bactérias que se encontra em poços profundos e
fontes de águas estagnadas por longos períodos.
• Gosto de ferrugem/gosto
metálico
O excesso de ferro e de outros metais alteram o sabor e
aparência da água. O sabor da água pode apresentar-se
metálico, mesmo que visualmente a coloração esteja normal,
pois a coloração enferrujada só aparece depois de alguns
minutos em contato com o ar.
• Gosto e cheiro de cloro
O cloro é usado pelas estações de tratamento para desinfetar a
água. Porém, a presença de cloro prejudica o sabor e o cheiro
da água que vai ser utilizada para beber ou na culinária em
geral.
A
eficiência de uma filtração está relacionada com os seguintes
fatores:
- Qualidade dos materiais
utilizados na fabricação do filtro: Dependendo do material
usado na construção do filtro a água poderá ser contaminada
ao ser filtrada. A água filtrada que será usada no preparo
de alimentos e bebidas deve entrar em contato apenas com
matéria prima que não apresente possibilidade de contaminar
a água com resíduos, cheiros e gostos estranhos.
- Um filtro de qualidade é
produzido com materiais atóxicos e naturais (por exemplo,
carvão vegetal e celulose de algodão), que não prejudiquem a
saúde e não alterem as características naturais da água.
- Tempo que a água fica em
contato com o material filtrante enquanto passa pelo filtro,
ou seja, quanto maior o leito de carvão ou de celulose de um
filtro, maior será o tempo de contato com a água e maior
será a eficiência de filtração.
- Tecnologias de filtração, tais como densidade graduada,
altas vazões, resina melamínica, certificados de qualidade,
entre outros.
Existem duas divisões específicas para designar a filtração:
ponto de entrada e ponto de uso:
Ponto de entrada
O
ponto de entrada é o local onde a água entra no
estabelecimento ou residência (cavalete, por exemplo). A
filtração no ponto de entrada é importante para reter todas as
impurezas que vêm com a água (areia, barro, ferrugem, algas,
géis), deixando a água que entra na caixa d'água totalmente
livre de partículas e resíduos. Uma filtração eficiente no
ponto de entrada protege os encanamentos contra corrosão,
vazamentos e entupimentos, reduz a necessidade de sucessivas
limpezas na caixa d'água e protege todos os equipamentos que
utilizam água (chuveiros, torneiras, máquinas de lavar,
cafeteiras). No ponto de entrada recomenda-se a utilização de
filtros de celulose, para retenção de partículas de sujeira,
não sendo aplicável a utilização de filtros com carvão
ativado, por retirarem o cloro que protege a água durante o
armazenamento na caixa d'água. A durabilidade de um filtro
está diretamente relacionada com a sua capacidade de retenção
(em micra). Para o ponto de entrada, recomenda-se um filtro
com capacidade de retenção de até 25 micra, medida 3 vezes
menor que um grão de talco e que garante uma eficiência de
filtração por 3 meses. Após esse período deverá ser feita a
troca do elemento filtrante (conhecidos como cartucho, refil
ou vela).
Ponto de uso
Ponto
de uso é o local onde a água é utilizada para consumo direto
ou indireto. A água no ponto de uso deve ser filtrada por um
filtro com celulose (para retenção de resíduos que venham da
caixa d'água ou dos encanamentos da casa) e carvão ativado
para eliminar gostos e odores estranhos e remover o cloro. O
ponto de consumo direto é aquele onde a água é usada
diretamente para beber, fazer sucos, fazer gelo, cozinhar,
etc. O ponto de consumo indireto é aquele onde a água será
utilizada para produzir algum alimento, como por exemplo,
máquinas de gelo, geladeiras importadas, máquinas de café
expresso, máquinas de refrigerante post-mix, entre outras.
Outro exemplo de ponto de uso indireto é a máquina de lavar
roupas, na qual pode-se acoplar um filtro específico, que
fornece água limpa e cristalina para uma lavagem perfeita,
conservando as roupas por mais tempo e aumentando o rendimento
dos sabões em pó. A maioria dos filtros domésticos utiliza a
prata coloidal como elemento para combater microorganismos.
Porém, para garantir a eficiência da prata coloidal, é
necessário que ela fique em contato com a água por algumas
horas. Como a água passa rapidamente pelos filtros, esse tempo
de contato não existe e, portanto, fica provado que os filtros
não são esterilizadores ou purificadores. A prata coloidal, na
verdade, é utilizada para evitar a proliferação de bactérias
dentro do filtro enquanto ele está em descanso. A durabilidade
de um filtro está diretamente relacionada com a qualidade da
água das diversas regiões. Em locais onde a água provém de uma
estação de tratamento de água, o filtro tem uma duração de 6
meses. Para o ponto de uso, recomenda-se um filtro com carvão
ativado vegetal granulado, celulose de algodão com densidade
graduada e capacidade de retenção de até 5 micra, medida 15
vezes menor que um grão de talco, o que garante uma eficiência
de filtração por 3 meses. Após esse período deverá ser feita a
troca do elemento filtrante (conhecidos como cartucho, refil
ou vela).
Legislação para fabricação de
filtros residenciais
Finalmente após muitas reuniões da "Comissão de Estudo
Especial temporária de Filtros e Purificadores de Água" foi
implementada em caráter regulatório de acordo com a norma NBR
14908 "Aparelho para melhoria da qualidade de água para uso
doméstico - aparelho por pressão". A norma visa especificar os
mínimos requisitos e os métodos de ensaio utilizados por
aparelhos de pressão, para melhoria da qualidade da água de
uso doméstico, potável ou bruta (não residuária). Embasada na
norma americana ANSI/ NSF 42:2001 esta norma também é acordada
com a Portaria no 1469 do Ministério da saúde, Portaria esta
que estabelece o padrão brasileiro de potabilidade para a água
de consumo humano. A norma englobará os seguintes ensaios:
- Pressão hidrostática
- Fadiga
- Eficiência de retenção de
partículas
- Eficiência de retenção de
cloro livre
- Eficiência bacteriológica
- Controle de nível
microbiológico
- Determinação de
extraíveis.
clique aqui
Declaração Universal dos Direitos da Água
Informe-se
sobre Normas Técnicas no site da ABNT:
www.abnt.org.br |
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