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Feministas exigem investigação para apurar
morte de mulheres grávidas em Honduras

Jeane Freitas
Jornalista da Adital
Adital

Um grupo de organizações feministas de Honduras está se mobilizando e pedindo uma investigação profunda por conta das recentes mortes de mulheres grávidas, maioria jovem, ocorrida no Hospital Materno Infantil em Tegucigalpa, capital hondurenha. Em 15 dias, 11 pacientes faleceram, quatro delas, morreram junto com seus bebês ainda no ventre.

Segundo o ginecologista, Edwin Cruz, do Comitê de Mortalidade Materna, em 2010 o hospital registrou 39 mortes, enquanto que, somente em sete meses, 25 mulheres faleceram.

Em comunicado, o chefe do setor de Ginecologia Materna Infantil, José Manuel Espinal, que atualmente é presidente do Colégio Médico de Honduras (CMH), disse "que nas análises preliminares das falecidas, 80% delas morreram em um período de 24 horas”.

Conforme Espinal, a maioria das pacientes chegaram a dar à luz, no entanto, a situação era complicada a tal grau que "algumas vieram com pressões de 00 e fizemos todo o possível e não pudemos reverter”.

Os médicos acreditam que maioria das mulheres já registrava problemas secundários com um histórico de hipertensão, hemorragias e "síndromes de gel” que é uma das complicações mais severas que pode aparecer nas pacientes.

Autoridades de saúde, incluindo as direções dos hospitais e o secretário de Saúde precisam explicar quais foram as causas dessas mortes, qual era o estado de saúde e o tipo de controle que se teve com cada paciente desde o momento que entraram no hospital até o falecimento”, apelam as feministas.

Os grupos esperam que as autoridades se manifestem e divulguem alguma resposta para o número de mortes em tão curto período.

 
 

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