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09/06/2008
Entidades e organizações do Mato Grosso do Sul contra a expansão dos eucaliptos

No mês de maio de 2008, em ação empreendida no Mato Grosso do Sul contra a Expansão da produção de eucaliptos, uma comissão composta por organizações sociais visitaram a nascente do córrego Guariroba para averiguar denúncia de cultivo de eucalipto. Além dessa mobilização, outras ações serão desencadeadas nesse mês de junho em consonância com as diretrizes de lutas emanadas pela Via Campesina.

Abaixo carta entregue para a Assembléia Legislativa do estado do Mato Grosso do Sul por ocasião das atividades desenvolvidas:


Campo Grande, 12 de Maio de 2008.

A Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul
Senhor Jerson Domingos – M. D Presidente

Na tarde do dia 06/05/2008, uma comissão composta por organizações sociais: CDDH; Cedampo; CPT; FUCONAMS; Associação Bálsamo; Movimento de Mulheres Camponesas; ABCCON-MS; FORMADS, Conselho Municipal de Meio Ambiente e por técnicos da empresa Águas Guariroba S/A e da SEMADES, visitaram a nascente do córrego Guariroba para averiguar denúncia de cultivo de eucalipto, e foi constatado que:

  • próximo as nascentes que compõe a Bacia do Guariroba ficou comprovado o cultivo e o uso de veneno para secar o mato e também o desmatamento da região, conforme fotos em anexo.

Sabemos que: Essa planta tem origem na Austrália, e por conta do clima brasileiro, qualidade de solo, ela se desenvolve muito bem por aqui. O monocultivo de eucalipto gera um emprego a cada 187 hectares plantados, enquanto que a agricultura familiar gera um emprego a cada 9 hectares.

Cada planta consome em média, na fase de crescimento, 30 litros de água/dia; em um hectare se pode plantar mil e seiscentas arvores, ou seja, consumo de 48 mil litros de água/dia por hectare, sendo assim uma planta que seca rios, e compromete fontes de água subterrânea.

Nossa preocupação é que Campo Grande, não evitando o avanço dessa monocultura, seja refém da escassez de água, pois o sistema Guariroba é responsável por 54% do abastecimento da Capital.

Solicitamos do MP que sejam tomadas as devidas providencias, bem como identificado os responsáveis, pois existem Comitê Gestor de Bacia, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Conselho Municipal de Meio Ambiente, e Plano Gestor de Manejo da APA Guariroba, e nenhum desses organismos até agora se manifestou sobre o assunto.

Atenciosamente;

Haroldo Martins Borralho, Cedampo
Roberto Carlos de Oliveira, CPT
Maria Rita Barcelos Giraldelli, ABCCON – MS
Lisandro Roberto Jesus Onorio, Vice-pres CMMA
Antonia Maria dos Santos Costa, MMC
Eduardo Romero, Ass. Bálsamo
Paulo Ângelo de Souza, CDDH

 
 

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