|
09/03/2007
Reitoria da UFRGS revê
posição sobre convênio com Aracruz
No dia 8 de março de 2007, em audiência com a reitoria da
UFRGS, o MMC, as mulheres da Via Campesina e
representantes das organizações estudantis da UFRGS
receberam a notícia de que a reitoria iria rever a posição
em relação ao Convênio que a Aracruz estava propondo para
a UFRGS.
A
Aracruz havia apresentado um protocolo de intenções à
UFRGS para fazer um “contrato guarda-chuva”, que abria
precedente para várias atividades na linha de pesquisa e
sugeria o sigilo dos resultados das pesquisas.
Assim que esta proposta foi apresentada, estudantes da
UFRGS começaram a se organizar para barrar este convênio
chamando várias forças da sociedade para discutir este
problema.
No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, uma
comissão formada por mulheres do MMC, MPA e MST mais
representantes do movimento estudantil na UFRGS, foram
recebidos em audiência pelos Reitor e Vice-Reitor da UFRGS
para discutir o convênio. Na audiência, depois de
apresentada a questão, o Reitor disse que o convênio será
tirado de pauta do Conselho Universitário.
A
resposta do reitor foi uma vitória. Para o MMC, que logo
em seguida fez o lançamento da Campanha Nacional pela
Produção de Alimentos Saudáveis, no pátio da UFRGS, foi
muito importante, pois acredita que a universidade pública
deve atender as demandas do povo e não de empresas
privadas. A Agricultura Camponesa deve ser pauta de
pesquisas e de tecnologias nas universidades em vistas de
uma ciência que valorize e esteja a serviço do povo e não
do capital.
Para o movimento estudantil, comprometido com as causas
populares, esta retirada do convênio da pauta do Conselho
Universitário é um passo significativo: “esta vitória,
além de significar a união do movimento estudantil com a
Via Campesina, reflete a importância da mobilização
estudantil e reafirma que a universidade pública e seu
comprometimento com a classe trabalhadora é uma luta que
deve ser assumida tanto pelos estudantes como pela
sociedade” diz Juliano Medeiros, Diretor de Movimentos
Sociais da UNE e estudante da UFRGS.
Agora a comissão deverá apresentar um documento de
denúncia das ações da Aracruz no Brasil para a reitoria,
que encaminhará à Comissão de Ética da Universidade.
|