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08/03/2007
Nota de Apoio às Mulheres
da Via Campesina
Gostaríamos de expressar nossa
solidariedade e entendimento de que as manifestações em
comemoração ao Dia Internacional das Mulheres abordam questões
importantíssimas do ponto de vista da defesa dos direitos
humanos, as quais merecem todo apoio dos movimentos sociais e da
sociedade brasileira.
Destacamos:
1- Os esforços para evidenciar a
necessidade de enfrentamento do conflito que se estabeleceu no
campo brasileiro entre o chamado agronegócio, voltado para a
produção de commodities e outros bens exportáveis, com a
concentração de vastíssimas áreas agrícolas, em detrimento da
produção de alimentos, na contra-mão dos alardeados esforços de
promoção do combate à fome no âmbito do programa Fome Zero.
2- As demandas das populações
deslocadas forçadamente para a construção de barragens, que,
ademais de degradar as condições sociais de existência, degradam
o meio ambiente e geram graves problemas econômicos e
energéticos.
3- A carência de um programa
energético que enfrente a questão do ponto de vista dos direitos
do povo, libertando-se da subordinação às mineradoras,
particularmente de bauxita para a produção de alumínio de cujo
lingote exportado 98% do custo corresponde à energia elétrica
empregada para sua produção, com o que se constata que estamos,
na verdade, exportando energia a baixo custo.
4- O questionamento da ação das
mineradoras que concentram propriedade da terra e prejudicam o
meio ambiente com a geração das imensas fossas a céu aberto,
destruição da vida natural, e expansão da monocultura de
eucalipto e pinus utilizados como lenha.
5- Os efeitos devastadores da
monocultura da cana para a produção do etanol, do eucalipto para
a produção de pasta de celulose e da soja para exportação, cujos
agentes degradam o meio ambiente com a utilização em larga
escala de agrotóxicos, violam direitos de indígenas e
quilombolas na pretensão de deslocá-los de seus territórios
tradicionais e reduzem trabalhadores a condição análoga à de
escravos, com inúmeros casos relatados de morte por exaustão.
Sendo
referentes à defesa dos direitos econômicos, sociais, culturais
e ambientais, esses assuntos não fogem, embora, à atenção e
dever de solidariedade de toda a sociedade, pois dizem respeito
à preservação de direitos básicos, tal como reconhecido na
legislação brasileira e nos tratados internacionais de direitos
humanos.
Grito dos
Excluídos Continental
Jubileo Sur/Américas
Rede Social de
Justiça e Direitos Humanos
Serviço
Pastoral dos Migrantes/CNBB
Auditoria
Cidadã da Dívida
PACS
(Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul)
Associação
Brasileira de Reforma Agrária - ABRA
MNDH -
Movimento Nacional de Direitos Humanos
Movimento
Humanos Direitos
Movimento
Paulo Jackson
CRIOLA -
Organização de Mulheres Negras
Comissão
Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
Centro Santo
Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo
GAJOP -
Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares
Pastoral
Operária Metropolitana
Instituto
Pólis
Grupo
Solidário São Domingos
Ibrades -
Centro de Investigação e Ação Social
Observatório
Negro
Centro Gaspar
Garcia de Direitos Humanos
OCAS -
Organização Civil de Ação Social
AS-PTA -
Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa
Area Géneros
Jubileo Sur Américas
Diálogo 2000 -
Argentina
Marcha Mundial
das Mulheres - Colômbia
Jubileu Sul -
Colômbia
Mesa de
Trabajo Mujeres y Economia - REMTE - Colômbia
Grito dos
Excluídos - Porto Rico
Proyecto
Caribeño de Justicia y Paz
Informações / adesões:
evanize@social.org.br
(Rede Social)
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