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Campesinos colombianos pedem solução
para exploração de mina de ouro

Jeane Freitas
Jornalista da Adital
Adital

A Rede Nacional Ambiental do Partido Verde e os campesinos da Colômbia estão mais uma vez mobilizados para denunciar o avanço da exploração da mina de ouro ‘La Colosa' no município de Cajamarca, pela multinacional sul-africana AngloGold Ashanti. A licença para explorar a mina está na Procuradoria e Corporação Autônoma de Tolima, e virou polêmica desde a saída do Procurador Maya Villazón do Ministério Público (MP).

Conforme informações da Prensa Rural, Villazón afirmou que a exploração da mina é inviável, no entanto com a chegada do novo Procurador Geral, Alejandro Ordóñez, seus delegados afirmam que não haveria problemas em ceder à licença ambiental para as empresas que exploram a mina.

O procurador Maya Villazón enviou carta ao Ministério do Meio Ambiente, solicitando "que o pedido seja negado à subtração, pois seria contrário à proteção constitucional e legal e defesa dos recursos naturais”. A exploração tem causado transtornos na vida da população da região, ecossistema e forma de vida.

Em audiência realizada em fevereiro de 2009, o Procurador Ambiental de Tolima, Diego Alvarado, reafirmou a posição do Ministério Público sendo contrário à licença para a multinacional sul-africana Anglogold Ashanti. Mas a chegada do novo Procurador, Alejandro Ordóñez, causou mudanças. Outra alteração foi a nomeação, como delegado para assuntos ambientais, de Oscar Darío Amaya Navas, que antes era vice-ministro do Meio Ambiente, no lugar do procurador Diego Alvarado.

Enquanto as mudanças jurídicas não se consolidam, a multinacional tem certeza de que a decisão será favorável e já tratou de comprar todos os lotes vizinhos.

O grupo de resistência social e comunitária de Tolima denuncia que a multinacional AngloGold Ashanti é a terceira maior multinacional exploradora de ouro no mundo e já foi denunciada inúmeras vezes por violação de direitos humanos e por ter afetado o meio ambiente em vários países.

Os ativistas do grupo de resistência ainda afirmam que o projeto de mineração está implantado em zona ambiental protegida e ameaça 161 nascentes de água. A operação "La Colosa” precisa, diariamente, de cerca de 9 milhões de metros cúbicos de água e deverá utilizar mais de 4 quilos de veneno cianuro a cada ano, gerando contaminação em rios importantes da região como Bermellón, Cuello e Magdalena. Além disso, os efeitos da contaminação podem seguir agindo por mais de 100 anos.

Um detalhe importante é que a mina em questão encontra-se em alta atividade vulcânica associada ao Vulcão Machín, que aumenta os riscos de tragédia ambiental que podem causar rupturas e contaminar rios e águas subterrâneas.

Os camponeses locais e ambientalistas declaram que esta situação está nas mãos do ministério do Meio Ambiente e solicitam às autoridades alternativas econômicas viáveis para os povos como emprego e garantia de sustentabilidade ambiental e fiscal.

 
 

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