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07/07/2006
Votorantim estuda o local de
planta de celulose
Novas etapas do projeto de US$ 1,4
bilhão da Votorantim Celulose Papel (VCP), em implantação na
Metade Sul gaúcha, foram examinadas ontem no Palácio Piratini. A
empresa planeja instalar uma planta industrial com capacidade de
produção de 1 milhão de toneladas de celulose por ano, em uma
área de 400 a 500 hectares. O município onde vai se localizar o
empreendimento ainda não está definido.
Em
reunião com o governador Germano Rigotto e com o secretário do
Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Luis Roberto
Ponte, o diretor-presidente da VCP, José Luciano Duarte Penido,
sugeriu a formação de um acordo entre os prefeitos desses
municípios. Penido propôs que o ICMS gerado pela futura planta
industrial não fique concentrado apenas naquele município que
abrigar a fábrica de celulose. "A idéia é que uma parcela do
recolhimento fique no município que hospedar a indústria e outra
parte, em torno de 60% a 70%, seja dividida pelos demais onde
haja florestas plantadas para construir a cadeia de valor da
fábrica de celulose e papel", explicou Penido.
Rigotto
colocou-se à disposição para organizar o debate. De acordo com
Penido, cinco universidades gaúchas estão desenvolvendo estudos
técnicos que vão contribuir para a definição do local onde
ficará a planta da VCP.
Estão
envolvidos no projeto um total de 27 municípios produtores de
madeira: Pelotas, Rio Grande, Arroio Grande, Cerrito, Pedro
Osório, Capão do Leão, Santa Vitória do Palmar, São José do
Norte, Amaral Ferrador, Cristal, São Lourenço do Sul, Turuçu,
Arroio do Padre, Morro Redondo, Canguçu, Santana da Boa Vista,
Caçapava do Sul, Lavras do Sul, Bagé, Hulha Negra, Aceguá,
Candiota, Piratini, Pinheiro Machado, Pedras Altas, Herval e
Jaguarão.
Em
metade das áreas adquiridas no RS, a VCP vai cultivar eucalipto,
e a outra metade ficará destinada a reservas florestais e áreas
de preservação. Em 2005, foram plantados 20 mil hectares. A
partir deste ano, a empresa estruturou-se para o plantio anual
de 17 mil hectares, com projeção de obter em 2010
aproximadamente 100 mil hectares cultivados. Outros 100 mil
hectares serão integralmente reservados à preservação ambiental,
segundo a empresa.
Correio do Povo,
04/07/2006
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