Ato no dia 07 de abril – Dia Mundial da Saúde
por Ivi
Tavares, Setor de Saúde do MST
Por uma saúde pública e de
qualidade!! Contras as privatizações!
A prefeitura do RJ quer
entregar a gestão de emergências municipais para empresas
privadas, as chamadas OS – Organizações Sociais. Dentre os
locais estão os hospitais Lourenço Jorge, Salgado Filho,
Souza Aguiar, Miguel Couto, além dos PAMs de Del Castilho e
Irajá. A proposta foi freada por uma liminar feita pelos
Sindicatos dos Médicos e dos Enfermeiros, com apoio de
várias entidades, sindicatos e movimentos que compõem o
Fórum de Saúde do RJ. Essa liminar impediu a entrega das
emergências municipais às OSs, mas a decisão é apenas
temporária.
O SUS foi uma conquista dos
trabalhadores, e a proposta de privatização é
inconstitucional, pois segundo o artigo 196 da Constituição,
“saúde é direito de todos e dever do estado”.
Além disso, a participação da iniciativa privada só é
permitida em caráter complementar, nunca como protagonista
do sistema.
A realidade dos serviços de
saúde no RJ realmente apresenta muitos problemas. Os
usuários ficam horas na fila, as internações e consultas são
dificeis, as emergências são lotadas e as condições de
trabalho e salário são péssimas. O que destrói o SUS,
principalmente, é a falta de vontade política para que a
saúde pública dê certo.
A
saúde é um grande atrativo para o setor privado, que busca
no público uma forma de ganhar mais lucro. E temos visto
acontecendo na saúde, a cada dia, maneiras sutis de entregar
a gestão à iniciativa privada. Umas delas é a entrega às
Organizações Sociais (OSs) – entidades “sem fins lucrativos”
- que atuam em áreas de interesse público. Esse projeto de
privatização do SUS é de concepção neoliberal, que aposta no
mercado como regulador social e reduz o papel do estado.
Privatizar é entregar a
gestão dos recursos públicos para iniciativa privada. Os que
defendem isso alegam que a administração pública é ineficaz
e que seria preciso modernizar o estado. Isso é o que os
empresários querem que acreditemos para justificar o lucro
em cima de algo que NUNCA deveria ser tratado como
mercadoria: a saúde.
Já estão fazendo o processo
de privatização da saúde de diversas formas tanto no nível
federal, estadual e municipal. As OSs no RJ estão sendo
implementadas na gerência dos Programas de Saúde da Família
(PSF). Já privatizaram o hospital de Acari, e para piorar o
caos do sistema de saúde, fecharam o Instituto Estadual de
Infectologia São Sebastião, Iaserj, Hospital Pedro II e
parte do Hospital Estadual Carlos Chagas.
Nas cidades onde já existe a
privatização há mais tempo, o número de atendimento é a
prioridade. A qualidade fica em segundo plano. Acabaram os
concursos públicos, e há uma maior rotatividade de
profissionais, que não se fixam no local e não têm planos de
carreira. As condições de trabalho estão sendo precarizadas
mais ainda, e se fragmenta os trabalhadores que deveriam
estar unidos em torno de uma luta comum.
Outro problema das OSs é a
falta de transparência e de controle público, como determina
o SUS. Pela legislação, não há nenhuma exigência de que as
entidades privadas se submetam a alguma forma de controle
por parte da sociedade, como ocorre em relação aos serviços
públicos.
A solução é a gestão pública
e controle democrático do SUS, com verbas suficientes,
transparência na aplicação dos recursos, combate à
corrupção, realização de concursos públicos, plano de
carreira, cargos e salários, melhora nas condições de
trabalho, capacitação permanente dos profissionais, compra
de medicamento e equipamentos que ofereçam condições dignas
de atendimento.
Diante dessa ameaça a saúde
convidamos todos para:
Ato no dia Mundial da Sáude
– 07 de abril quinta feira
Concentração a partir das 11h na Associação
Brasileria de Imprensa (ABI)
Na Rua Araújo Porto Alegre, 71 próximo a Cinelândia |