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05/09/2007
Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil na luta pela decisão dos rumos de
nosso país
Com o
lema “Isso Não Vale”, milhares de brasileiros e brasileiras
vão as urnas para votar pela reestatização da Companhia Vale
do Rio Doce, privatizada em 1997 por um valor muito inferior
ao que ela realmente valia.
A
Companhia Vale do Rio Doce, a maior mineradora do mundo,
vendida por 3,3 bilhões de reais já era, em 1997, uma das
maiores empresas estatais do Brasil e a maior exportadora de
minério de ferro do mundo. Após sua venda, cerca de 103 ações
populares foram desenvolvidas, devido ao processo fraudulento
a que foi exposta, mas também porque sua avaliação (comprovada
em pesquisas feitas) comprova que o valor real da Vale era
superior a 10 bilhões, na época.
No
entanto, além da discussão sobre a reestatização da Vale,
retornando-a para as mãos do povo, também estão incluídos nas
cédulas de votação as questões dos altos preços da energia
elétrica, o pagamento dos juros da dívida externa e interna e
a reforma da previdência.
Porque dizer não para a Reforma da Previdência
Os
direitos previdenciários, hoje garantidos em constituição,
foram uma luta histórica dos trabalhadores e trabalhadoras na
década de 1980. No entanto, várias foram as tentativas de
retirada destes direitos do povo, como aposentadoria, salário
maternidade, pensão por viúves, auxilio doença e outros.
Hoje,
a discussão retorna no bojo de um pretexto que a previdência
poderá dar prejuízo aos cofres públicos, por isso deve-se
diminuir os direitos do povo do campo e da cidade.
Para
isso, um Fórum criado em janeiro de 2007 para discutir a
reforma da previdência está propondo o aumento da idade para
as mulheres e homens do campo – 65 anos, igualando, na
justificativa de que as brasileiras e os brasileiros vivem
mais.
Ao
mesmo tempo, este fórum também está propondo a desvinculação
do salário mínimo dos benefícios.
Porém, o Movimento de Mulheres Camponesas e a Via Campesina
entendem que isso é mais uma grande farça, visto que, por trás
de toda esta falácia, o que está em risco são os direitos dos
trabalhadores e das trabalhadoras a mando do grande capital. E
em direito conquistado não se mexe e nem se altera, apenas se
for para a ampliação.
Por
isso, de 1º a 7 de setembro, diga NÃO para a Reforma da
Previdência.
Diga NÃO para os altos preços
da Energia Elétrica paga pelos/as trabalhadores/as;
Diga NÃO para o pagamento dos
juros das dívidas interna e externa;
Diga NÃO para a privatização
da Companhia Vale do Rio Doce.
Pela
soberania popular em que o povo possa decidir
sobre os rumos do nosso País. |