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05/09/2007
Curso de Comunicação Popular Fundep/UFRGS

Aconteceu entre os dias 23 de agosto e 1º de setembro de 2007, a primeira etapa do Curso de Comunicação Popular, na Fundep – Fundação de Educação e Pesquisa, localizada em Ronda Alta, no estado do Rio Grande do Sul.

Este curso é uma parceria entre a Fundep e a UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e tem como objetivo a formação de militantes na área da comunicação para qualificar a atuação em experiências alternativas de comunicação, além do próprio trabalho desenvolvido pelos Movimentos Sociais e Pastoral.

No curso, cujo nome está sendo identificado como turma “Vozes da Luta”, estavam presentes militantes da Via Campesina (MMC, MST, MPA, MAB, PJR), além de pessoas ligadas a comunidade de Ronda Alta e um companheiro da Argentina, compondo, assim, um grupo de 47 educandos e educandas.

Do Movimento de Mulheres Camponesas – MMC, estavam presentes 12 mulheres dos Estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Roraima.

O curso se dividiu em duas partes que se complementaram entre si. A primeira, com introdução teórica sobre o tema e análises das teorias sociológicas e depois com partes práticas, como oficinas de oratória, produção de textos e meios alternativos de comunicação.

Este curso consolida mais um grande momento de formação de militantes que irão contribuir posteriormente na luta e organização do povo.

A próxima etapa será realizada em final de novembro e início de dezembro de 2007.

Assim nos dizem as companheiras:

“ Para mim, participar da I Etapa do Curso de Comunicação Social foi extremamente importante porque ampliou meus conhecimentos e me deu mais segurança em relação ao próprio tema. Porque, apesar de trabalhar com as companheiras da base, sou tímida e tinha um certo medo de falar em público, rádio, etc. E neste curso aprendi como lidar com esta deficiência. (...) E foi pela minha participação e militância no Movimento de Mulheres Camponesas que tive esta oportunidade”.

Ironi Ransolin, Rio Grande do Sul.

“Vimos no curso que o poder da mídia no Brasil está na mão de dez famílias que determinam o que vemos, ouvimos e falamos. Isso não pode continuar. Precisamos criar nossos meios de comunicação para transmitir a nossa mensagem de libertação, mostrar que é possível construir um novo projeto de sociedade através das nossas experiências concretas do dia-a-dia e que não são divulgados nos meios disponíveis”.

Noeli Welter Taborda e Rita Zaparoli, Santa Catarina.

Para nós, do MMC, este curso fortifica e qualifica o trabalho de comunicação. Tarefas, estas, de extrema importância para a divulgação do trabalho que as mulheres camponesas desenvolvem em seu dia-a-dia.

Fortalecer a luta em defesa da vida.
Todos os dias!

 
 

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