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03/10/2007
Às crianças camponesas

Como é bom comer pitanga, subir em árvore e se lambuzar com as frutas do pomar!

Aquela encrenca mal explicada, de olhar envergonhado por ter bagunçado, aprontado?

E, a pescaria, de passar bolsa no lajeado? Se pendurar no cipó, construir uma cabana, chegar em casa embarreado?

... alguma peraltice, aquela briguinha à toa, sentir medo da crendice, poder nadar na lagoa?!

Andar de bicicleta, esperar papai-noel, chupar o favo de mel e ganhar uma boneca!

A corrida de carreta que faz sentir aquele frio, cair um tombo bem grande, fugir no esconde-esconde, ouvir uma história daquelas que dá arrepio...

Da enroscada na cerca fingindo que nem doeu, fazer sumir os doces, e dizer ‘ que não fui eu...’ De olhar para os passarinhos e comparar com o mundo seu.

Querer entender a lua, porque engorda e emagrece. Perceber que uma semente, com terra e água cresce.

O bicho de estimação, ah! Esse aí é especial. Que nenhuma lembrança esquece. Quantas vezes briga por ele e até lhe faz uma prece?

Brincar bastante com terra até a noite chegar. Perguntar porque o sol se esconde e sempre muda de lugar? Porque o vento sopra e chuva cai lá de cima, porque que menino é deferente de menina?

Como é que a nuvem não cansa de ficar dependurada? Quem foi que salgou o mar e onde fica o fim da estrada?

São perguntas de crianças, de um mundo particular.

Que criança possa ser criança, com direito de estudar.

Que aprendam o que é amar, crescer de corpo e mente.

Que cantem, que e vivam contentes,

Com amor, dignidade. Que conheçam a igualdade,

E, que se façam ser gente.

Para a infância é importante, poder curtir esse momento

Que a boniteza delas seja por fora e por dentro

E, o mundo, um pouco melhor se tomá-las como exemplo.
 

Feliz Dia das Crianças

MMC RS (outubro de 2007)

 
 

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