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02/05/2007
Paulo Freire:
Dez anos da morte do educador
"Não é possível
refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério,
com
adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida,
destruindo o sonho, inviabilizando o amor.
Se a
educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a
sociedade muda".
(Paulo Freire)
Nesse
dia 2 de maio de 2007, completa dez anos da morte do educador
popular Paulo Freire, seu legado continua vivo entre nós, nos
fazendo acreditar que a educação é um dos caminhos para a
construção da nova sociedade.
Breve
Biografia
Paulo
Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no
Recife, Pernambuco, uma das regiões mais pobres do país, onde
logo cedo pôde experimentar as dificuldades de sobrevivência das
classes populares. Trabalhou inicialmente no SESI (Serviço
Social da Indústria) e no Serviço de Extensão Cultural da
Universidade do Recife. Ele foi quase tudo o que deve ser como
educador, de professor de escola a criador de idéias e
"métodos”.
Sua
filosofia educacional expressou-se primeiramente em 1958, na sua
tese de concurso para a universidade do Recife, e, mais tarde,
como professor de História e Filosofia da Educação daquela
Universidade, bem como em suas primeiras experiências de
alfabetização, como a de Angicos, Rio Grande do Norte, em 1963.
A
coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que
identifica a alfabetização com um processo de conscientização,
capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos
de leitura e escrita quanto para a sua libertação, fez dele um
dos primeiros brasileiros a serem exilados.
A
metodologia por ele desenvolvida foi muito utilizada no Brasil
em campanhas de alfabetização e, por isso, ele foi acusado de
subverter a ordem instituída, sendo preso após o Golpe Militar
de 1964. Depois de 72 dias de reclusão, foi convencido a deixar
o país. Exilou-se primeiro no Chile, onde, encontrando um clima
social e político favorável ao desenvolvimento de suas teses,
desenvolveu, durante 5 anos, trabalhos em programas de educação
de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA).
Foi aí que escreveu a sua principal obra: Pedagogia do oprimido.
Paulo
Freire é autor de muitas obras. Entre elas: Educação: prática
da liberdade (1967), Pedagogia do oprimido (1968),
Cartas à Guiné-Bissau (1975), Pedagogia da esperança
(1992) e À sombra desta mangueira (1995).
Foi
reconhecido mundialmente pela sua práxis educativa através de
numerosas homenagens. Além de ter seu nome adotado por muitas
instituições, é cidadão honorário de várias cidades no Brasil e
no exterior.
"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere
na busca,
não
aprendo nem ensino".
(Paulo
Freire)
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