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Oxfam lança campanha global para debater Justiça Alimentar
Camila Queiroz
Jornalista da ADITAL
Adital
De acordo com a Oxfam, todos os dias, 925 milhões de pessoas sofrem com a fome. E, por incrível que pareça, a tendência é que o cenário piore devido à especulação em torno dos preços dos alimentos, ao aumento do preço do petróleo, às lutas por territórios e água e às mudanças climáticas.
Para alertar contra isso, a organização britânica Oxfam lançará, amanhã (1º), uma campanha global e o informe "Cultivar um Futuro Melhor: Justiça Alimentar em um mundo de recursos limitados”. Com duração de três anos, a campanha tem por objetivo sensibilizar a opinião pública sobre a importância da produção, distribuição e consumo dos alimentos.
O lançamento se estenderá com atividades até agosto. No México, a primeira delas será uma discussão sobre o tema, com sete convidados – membros do governo, de organizações civis, do setor privado e da academia. O momento será conduzido pelo jornalista Javier Solórzano e transmitido em tempo real no link http://t.ymlp132.net/byhalawjsaraeumafaujj/click.php.
Entre os mexicanos, a forte crise econômica de 2008 fez dobrar o número de famílias que sofrem "insegurança alimentar severa”. A situação é ainda mais grave para crianças e adolescentes.
O estudo "A Infância e a Adolescência no Contexto da Crise Econômica Global: o Caso do México”, elaborado pelo Conselho Nacional de Avaliação da Política de Desenvolvimento Social (Coneval) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), publicado no ano passado, apresenta dados que comprovam o aumento da pobreza.
De acordo com a pesquisa, 53% dos menores de 18 anos estão em condição de pobreza multidimensional. Na população em geral, a porcentagem fica em 42%. Em 2008, 13,1% da população até 17 anos se encontrava nessa condição, e nas outras faixas etárias, 10,5%.
Enquanto no ano de 2008, em 8% dos lares havia uma criança ou adolescente com fome, em 2009 a porcentagem pulou para 17%.
Em 2008, 16% das famílias pesquisadas afirmaram ter diminuído, por falta de recursos, os alimentos ofertados a crianças e adolescentes da casa. No ano seguinte, o número de famílias nessa situação subiu para 25%. Refletindo isso, a porcentagem de lares com segurança alimentar caiu de 53% para 43% entre os dois anos.
Dentre os fatores que levaram à diminuição da segurança alimentar, o estudo cita o desemprego e o aumento dos preços dos alimentos.
Como consequência para as crianças, os pesquisadores advertem que as limitações nutricionais nos primeiros anos de vida podem trazer danos irreversíveis ao desenvolvimento cognitivo, motor e emocional.
Além disso, a fome pode fazer com que as crianças e adolescentes abandonem a escola, passem a trabalhar, tenham acesso restrito à saúde e sejam vítimas de violência.
Com informações de Oxfam, radioquintanaroo.com e americaeconomia.com |