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11/07/2008
Queimada
Com
uma fúria insana
Bela e terrível, as chamas
Retrata a ira humana
Que destrói, mata e profana
Trazendo para perto
O deserto
Seguindo do vento o rumo
Tudo arrebata ao consumo
Levanta aos céus quase a prumo
Grossos novelos de fumo
Pondo as espécies em jogo
O fogo
Nesta paisagem se encerra
Tantas vidas sobre a terra
Feliz é a que se desterra
Quando escapa desta guerra
Que sobressai da fuligem
A vertigem
Eliseu
Barbosa de Freitas é natural de Guapiaçu - SP, reside em
São Carlos há 30 anos.
É trabalhador
rural, escreve poemas desde a infância e participa de
concursos literários.
Atualmente, ele
cursa o primeiro grau. |