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08/03/2006
Às mulheres Guerrilheiras
Pedro
Munhoz
I
Nasci em
BARRA DO RIBEIRO,
num
dezesseis de fevereiro,
do ano
sessenta e um.
minha
família, de esquerda,
meu pai
sinto sua perda,
pois era
um homem incomum.
II
Político,
pedreiro, tribuno e carpinteiro,
entre
cimento e martelo,
trabalhou
na antiga “BARBA NEGRA”,
vindo de
TAPES, quem chega,
pertencia
aos “CHAVES BARCELOS”.
III
Sempre
contava histórias
guardadas
na memória,
o ARROIO
“SALGADO” era um mar.
O quanto
lá se colhia,
abóbora,
feijão, melancia,
que dava
para SUSTENTAR.
IV
Um dia
venderam a propriedade,
mandaram o
povo prá cidade,
Pois o
progresso estava no mando.
Tinha o
nome de “BORREGARD”,
fauna e
flora deram lugar,
à celulose
que vinha chegando.
V
Hoje só se
vê pinheiral,
Eucalipto,
ect. e tal,
Neste
eterno carrossel.
Enquanto o
BARRENSE se mata,
é
MÃO-DE-OBRA BARATA,
tudo em
nome do papel.
VI
E os anos
caminharam,
com
aqueles que aqui chegaram,
A promessa
que seduz.
Que nem
menina enfeitada
querendo
ser namorada,
“RIOCEL”
virou “ARACRUZ”.
VII
Anda aí
pela cidade,
Exibindo
vaidades,
e pregando
moral.
ENVENENANDO semente,
mente prá
nossa gente
e semeia
todo mal.
VIII
Mas o mal
também termina
e foram
mãos femininas
que deram
a resposta devida.
Dizendo
não aos simplórios,
foi o FIM
de um laboratório,
foi o SIM
em nome da vida.
IX
E nesta
hora de combate,
estamos
prontos para o embate,
Que venham
eles, então!
As
mulheres que lutaram,
na PRÁTICA
transformaram
um gigante
em anão.
X
À estas
MULHERES VALENTES,
que seguem
firmes, em frente
levando
nossa bandeira,
a
HUMANIDADE lhes AGRADECE.
Vida longa
à quem merece,
Às
mulheres guerrilheiras!
“Nossa
homenagem às mulheres que valentemente agiram em nome da vida.
O planeta diz: Muito
Obrigado!”
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